segunda-feira, 9 de novembro de 2009



Me perdoe por ser assim
Imatura e profana;
A viver a me esconder em mim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



-No café da manhã, abro o jornal editado em meu quintal
As palavras em desordem soltam do papel;
E se movem ao som da música (soltos pelo céu)
Me confundo se são lindos passarinhos
Ou se são meus escritos, ousados andarilhos-


Minhas palavras, meu latim, meu motim, são exatamente como gostaria que me descrevessem
Tudo, tudo faz parte do treinamento
-exceção à regra-
Pode ler em meu pensamento.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


A noite me convida pra dançar.
E as nuvens não nubladas brincam de esconder e mostrar os segredos do céu;
Um azul escuro mesclado com beleza tamanha, e as palavras me faltam;
A ternura entra em meus olhos, posso dizer quem sou um soluço no pensamento, em lembranças de instantes anteriores, de instantes seguintes...soam em câmera lenta.  Dos meus mais íntimos instantes, dos mais mudos e escondidos instantes em que minha mente deleita-se, eu posso dizer quem sou em parcelas de segredos, porque eu sou mistério e não sei ser outra coisa. E se o oculto não me fosse assim tão natural, a loucura me varreria, como as loucas varridas que enlouquecem pensando em serem normais. Posso dizer que ao saber de mim, poderá me imaginar, que ao olhar pra mim poderá me sugestionar, que ao me escutar poderá julgar-me, e ainda assim, não saberás de mim.
Pois sou a nuvem que esconde estrelas e sou estrelas que brincam sob as nuvens.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dance-me até eu ver a beleza como um vinho ardente derramado em meu vestido
Dance-me através do pânico, até onde eu possa me sentir segura
Eleve-me além do cume;
Mostre-me lentamente aquilo de que eu só conheço até o limite
Dance-me ao casamento agora, sem papéis, somente estrelas sorrindo como testemunhas
E amanhã e sempre mais um dia
Dance-me, outra vez
Dance-me mansamente com seu olhar e congele o tempo
Dance-me até sentirmos nossa luz
Até colorirmos todas as paredes do infinito
Gire-me atrás das cortinas dos nossos beijos
Toque-me com sua mão nua

Nua.
Com a inocência de uma criança
E com a voracidade da flor da idade, até ver minha pele queimar
Entrar.

Toque minha alma
Eleve-me
Beba-me
Mate-me
Dance-me até enquanto eu viver pra morrer (de amor)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Andando pela rua, por cima do relógio de ponteiro nenhum
As pessoas são como borrões, o cenário se perde em meio as emoções, e eu me pergunto se eles existem ou se eu os invento diariamente.
O turbilhão na cabeça faz com que a visão dê um giro junto ao corpo, mas não se fixa em nada.
Nada que faça sentido.