segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

RCF,


Tem coisa que nunca ninguem vai saber.
Tem coisa que vai ficar dentro de mim,
que amassa meu pulmão, insiste em sair e eu empurro pra dentro de novo.
Tem coisa que meu orgulho e egoísmo não deixam sair pela boca
quem sabe, um dia eu explodo.

Eu pulo a janela quando não consigo alcançar a luz.
Eu gostava de dentro.
Mas quem sabe, lá fora eu enxergue.
Tem cores bonitas no muro!
Lá esta escrito:
É muito mais, quando se tem paz.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


Pai
Me permita sentir e tatear, enquanto essas inúteis palavras que saem da minha boca não conseguem explicar o que esse coração sente.
Me permita ver e ser graça em suas coisas, as que os outros acham mera existencia e acaso ou destino....meu Pai, estou aqui te rogando misericordia pelos que sentem que sua infinita existencia simplesmente seja de pedra, de concreto ou ouro maciço...
Me desculpe por não conseguir expressar a infinidade de coisas que acho dentro de mim e ao meu redor para sua glória.
Sou pequena, mas tu me deste este sentimento que ora consigo expressar e ora não.
Não ligo se isso seja desculpa para explicação de alguma coisa, que seja criação...meio em que fui criada, simplesmente te peço, me deixe sentir, enquanto esse coração me pede pra te seguir.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Quem arrumou meu relógio?
Eu gostava dele errado.

=/

domingo, 21 de dezembro de 2008




Fotografo pq não me contento em só olhar...
tenho que guardar!
No instante, eu sei o que me faz sentir...
Minha memória não é muito boa, vai que um dia há de falhar?
Pois então...
fotografo não o que eu olho
mas o que eu sinto!
Queria uma máquina fixada ao meu olho, 24 horas por dia.

É, eu não consigo explicar.
Me confundo toda
Talvez eu tire uma foto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Minha mãe me enche a paciência logo de manhã.
Mas não enche de leve, enchendo a ponto de ES-GO-TAR, de querer matar ela.
Meu dente ta inflamado essa porra [1]
Hoje é sexta e eu não posso beber por causa da porra[2] do remédio, não, eu NÃO sou alcolatra, só não gosto de viver sem cerveja.
Tem gente que prefere refrigerante
que acaba com os ossos e entopem as veias e entopem a bunda de celulites.
Nem vem enche meu saco tb pq eu gosto de cerveja.
Na verdade quero q vc vá se foder com toda sua moralidade.
Tenho que fazer regime e não gosto.
Meu namorado ta longe.
A porra [3]da saudade me mata.
E a porra [4] de telefone é caro.
Não acho meu cartão e tenho q paga a porra [5] da conta hoje.
So boazinha com todo mundo da minha casa e só tomo no cú.
Tem gente que acha que me irrita com coisas ridículas, e eu, tenho q aguentar
Minha mãe enfio a porra [6] da educação na minha cara e eu não consigo cuspir na cara de quem eu quero.
To chorona ultimamente e eu quero morre com isso, fico pensando em 500 mil coisas que justifiquem isso, NÃO to na TPM, NÃO choro sempre assim, NÃO sou estressada, NÃO nada.
Só se a porra [7] do antibiótico que eu to tomando pra porra [8] do dente me deixa com essa porra [9] de variação de estado de espírito.
Tinha um mendigo com pães derrubados na rua hoje =/
E esses emails inúteis que chegam todo dia, que inferno, o povo não trabalha, certeza.
E eu não consigo lembrar as coisas que eu quero, to cansada de ser sem memória, quando eu lembro o que eu queria, eu esqueço pra que eu queria lembrar.
Essas porras [10] de gente que me enchem a paciencia com sua falta de originalidade e tudo tem que querer igual, se não é falta de igualdade no trabalho, e como sempre, eu tenho que pensar no sentimento dos outros e me conter em um monte de coisa, pq elas não alcançam o espaço delas?
Tenho que me igualar a pequenez de tanta coisa, pq eu odeio a porra [11] da inveja.
Não, não so melhor que ninguem, e nem quero ser.
E foda-se tambem se vc pensa isso.
E por fim, nem me expressar direito eu consigo por causa da porra [12] do medo de alguem da porra [13] da gente que eu falo, ler isso.

Hoje é sexta feira.
Preciso relaxar.
Depois de 13 porras, alguma coisa tem que melhorar nesse humor.
Porra.




[14]

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ela desabou no transito.

Queria motivos ou é só pra descarregar a alma?
Esta limpando-a da sujeira de tudo que te cerca, limpe então, para que não possa pegar em vc.
Por este momento de ira, não queira cortar a cabeça de ninguem.
Nem arrancar os olhos do seu próximo com as mãos.
E como é difícil não pagar na mesma moeda!
Lembra do veneno?
Não engula.
Cuspa.

Mesmo se essa sensação de derrotada te perturbar
Saindo daí, lá fora tem ar.

Ela queria ser fortona, ruim, essa coisa de bondade dentro dela as vezes não lhe agradava.
Não mesmo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


E o balanço do ano...

Acha que sempre sempre dá se um jeito pra resolver tudo.
Para o mesmo sempre, se consola pensando que é imatura, na verdade, deve ser por isso que acha que pode tudo, que tudo ela resolve.
O ano inteiro.
Dormia com ela.
O medo de errar.
O ano inteiro, dormia com ela, a cobrança interior de ter que dar certo.
Mas acordava com ela, a inconstancia e a incessante vontade de viver e viver um dia de cada vez, custe o que custar.
O medo sempre ficava no travesseiro, e ela sempre se perguntava, como tinha capacidade de esconder em caixinhas o que lhe perturbava.
Afundadas caixinhas no mar.
Tropeçou, tropeçou, tropeçou e entendeu que o amor foi feito pra tropeçar mesmo, mas esse ano descobriu dois amores que lhe valeram toda a vida!
O amor por ela mesma,
E o amor pelos que a cuidam das dores dela, fazem chás, remediam sua alma, mesmo quando a culpa da dor, é toda dela, mesmo assim, mesmo fazendo eles sangrarem, eles estavam ali, sem pedir nada em troca, só por amor.

Se tem algo que eu aprendi esse ano, foi quem é minha mãe, quem são meus irmãos, e o que é um amigo de verdade.
Aprendi quem merece meu respeito.
Esse ano eu aprendi muito mais de mim mesma, do que eu podia imaginar.
Esse ano, me cobriu com minha essencia, descobertas, que me valeram tantos tropeços!

Obrigada machucados
valeu dores
E obrigada por não me calejarem!
Eu não sabia o que queria ser até meus 23 anos.
Hoje eu sei...

EU MESMA!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Pra quando a saudade for embora!


Eu vou cantar pra saudade
Com meu vestido florido
E a sua boca.

Eu vou cantar pra saudade
Aquele cheiro, som, imagem dos corpos me incendeia
E um rio carregado de saudade vem correr na minha veia
Na veia, amor, na veia.
É como a luz da lua que atravessa a parede da cadeia
Clareia mais forte que o sol
E quando a saudade chegar com seu batalhão de tempo alimentada
E tantas bandeiras
E de novo eu te olhar, como se mergulhasse no mar
Vou cantar aquele som da gente
E sentir você, rasgar o meu vestido novo.

Florido.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008




Meus sapatos me apertam.
A moça lê um livro.
A do lado tenta ler tambem.
Tudo balança e eu como não sou nem um pouco centrada, balanço junto.
Uma vida passa la fora;
e eu imagino, pra onde vai tanta gente...
Se eu cruzei alguma coisa
que irá descruzar mais pra frente
O moço canta alto e fala sozinho
Todo mundo estranha, acha que ele é anormal
e eu penso se ele for o normal e incompreendido, pq os anormais são maioria, com sua moralidade imbecil...
Ele assim que é feliz, eu queria estar cantando agora.
Os pés doem.
Mas não estou cansada pra sentar
A criança brinca com o fio e eu lembro, como era fazer um brinquedo um dia inteiro, com uma coisa tão normal...hj não tenho essa capacidade..do lúdico do ilusório, do puro.
Ele continua cantarolando, eles me olhando, e eu imaginando.
Ele vem no pensamento.
Nem sinto mais a dor.
Parece que era tão longe, o tempo é relativamente estranho.
Um minuto parece um ano.
30 dias vão e eu nem fui ver.

Eu me assusto revirando coisas antigas,
eu me assusto como eu mudei,
eu me assusto como forte eu me sinto.
Posso sobreviver a este abismo.
Sempre haverá material para construir uma escada
ou um avião a jato!


Descendo, como uma pluma, pelas escadinhas cinzas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O nome da flor.

Dona dos meus sorrisos
sua alegria é meu ponto de partida
suas mãozinhas, seu narizinho me confortam
me dão a esperança de um mundo colorido
e muito mais que isso.
Eu daria a minha vida, pra não te ver chorar um dia.
Eu daria, eu daria a minha vida, para ver seu sorriso a cada dia.
As estrelas eu te mostrarei
como ser gentil eu te falarei
te mostrarei a beleza do amanhecer
para que na sua alma, só coisas boas possam florescer.

Minha alma... ninguém a beija como você...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008



Era uma vez, o medo, a felicidade e a saudade.

A princípio, o medo estava em conflito com a felicidade, na verdade, o julgava antes de conhece-lo. Mas a felicidade, por ser mais querida, por ser persistente e paciente, derrubou o medo, que nunca foi embora, mas estava tão fraco que a felicidade nem lembrava que ele existia.
Ali ela reinou em harmonia com o medo.
Fez ele jogar ao seu favor.
Sra Felicidade voltou aonde há muito não se via, verdadeiramente, ela dava pulos com a alegria.
Tanto de noite, quanto de dia.

Quando um dia, andando pelas suas veias, a felicidade tropeçou e com o medo ela se misturou.
A mistura deu um aperto no coração.
Esse aperto chamava-se saudade.
Ali ela moraria.
Não sabe-se por quantos dias...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ele era alto
forte,
esguio,
não reclamava
nem me xingava
não tinha olhos pra outra
não saia escondido
sempre me dava luz
tinha força
era elétrico, mas em calmaria
poderia me matar com sua energia.

Ninguem entendia, esse meu amor pelo poste.


Corre, disse a tartaruga,
atreva-se, disse o covarde,
estou de volta, disse um cara que nunca foi a lugar nenhum,
salve-me disse o salva-vida,
sei que foi você, disse o culpado.
Não grita comigo, disse o surdo,
hoje é quinta-feira, disse a terça-feira,

E você...
Não se perfume com palavras para me dizer, não quero parecer ser, eu sei o que sou, deixe-me só comigo, com o íntimo inimigo que vive de pensão no meu coração.
O receoso, o rato fugitivo, o mais escuro dos dois, o parente pobre da dúvida, o que nunca tiraria a roupa se eu não tirasse primeiro, o caprichoso, o orgulhoso, o outro, o cumplice, o traidor.
A você estou falando, a você estou gritando, a você que está metido na minha pele ,a você que está chorando aí, ao outro lado do espelho. A você, que não devo mais, a que me deu um empurrão, a você que ja não é mais o que era no segundo anterior, e no anterior e no anterior, a você que me levou a escrever este texto, que eu não escreveria um mes atras, e seu eu o lesse, não entenderia um instante atras.

Não minta, disse o mentiroso,
boa sorte, disse o azarado,
cuide da alma, disse a mulher que bate no filho a noite,
vá para a igreja, disse o homem que trai a mulher,
prove-me, disse o veneno,
e ama-me como odeiam os amantes.
Corre, disse a tartaruga, atreva-se, disse o covarde, estou de volta, disse um cara que nunca foi a lugar nenhum.
Mas se nunca foi a lugar nenhum?
Corre corre!