segunda-feira, 27 de outubro de 2008


E danço noites inteiras
A beleza do errar, do incompleto, do recomeço...
Mas com tantos tropeços
Machuco o joelho
E dói, sangra
escorre!
Sempre vem uma tia e pinga um remédio que arde e pra variar eu choro, me acabo.
O vestido manchado, com rajadas vermelhas, sangue quente, não sei, mas o vestido diz que sente...
Meus olhos inchados, molhados com a dor...

E mesmo assim
O tudo vem e me tira pra dançar
com ele recupero o ar
a dor passa, ele olha e me diz
Do que você acha que precisa para ser feliz?
Ora, como seu vestido é lindo!
Repare, esse tom vermelho...
Te deixa tão linda, que se eu fosse você,
agradeceria o joelho!
Logo vai estar cicatrizado
e você,
mais linda e mais forte agora, do que no passado.

Ahham
Sim, é ódio gratuito.
Daqueles que entalam na garganta
mas conseguem entrar
o estômago digere
e ele espalha por todo o corpo
entra nas veias
percorre o caminho até o coração
E isso pode te matar.
O negócio é não engolir ele, vomite seu ódio.







Respire.