terça-feira, 9 de dezembro de 2008




Meus sapatos me apertam.
A moça lê um livro.
A do lado tenta ler tambem.
Tudo balança e eu como não sou nem um pouco centrada, balanço junto.
Uma vida passa la fora;
e eu imagino, pra onde vai tanta gente...
Se eu cruzei alguma coisa
que irá descruzar mais pra frente
O moço canta alto e fala sozinho
Todo mundo estranha, acha que ele é anormal
e eu penso se ele for o normal e incompreendido, pq os anormais são maioria, com sua moralidade imbecil...
Ele assim que é feliz, eu queria estar cantando agora.
Os pés doem.
Mas não estou cansada pra sentar
A criança brinca com o fio e eu lembro, como era fazer um brinquedo um dia inteiro, com uma coisa tão normal...hj não tenho essa capacidade..do lúdico do ilusório, do puro.
Ele continua cantarolando, eles me olhando, e eu imaginando.
Ele vem no pensamento.
Nem sinto mais a dor.
Parece que era tão longe, o tempo é relativamente estranho.
Um minuto parece um ano.
30 dias vão e eu nem fui ver.

Eu me assusto revirando coisas antigas,
eu me assusto como eu mudei,
eu me assusto como forte eu me sinto.
Posso sobreviver a este abismo.
Sempre haverá material para construir uma escada
ou um avião a jato!


Descendo, como uma pluma, pelas escadinhas cinzas.