quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


E o balanço do ano...

Acha que sempre sempre dá se um jeito pra resolver tudo.
Para o mesmo sempre, se consola pensando que é imatura, na verdade, deve ser por isso que acha que pode tudo, que tudo ela resolve.
O ano inteiro.
Dormia com ela.
O medo de errar.
O ano inteiro, dormia com ela, a cobrança interior de ter que dar certo.
Mas acordava com ela, a inconstancia e a incessante vontade de viver e viver um dia de cada vez, custe o que custar.
O medo sempre ficava no travesseiro, e ela sempre se perguntava, como tinha capacidade de esconder em caixinhas o que lhe perturbava.
Afundadas caixinhas no mar.
Tropeçou, tropeçou, tropeçou e entendeu que o amor foi feito pra tropeçar mesmo, mas esse ano descobriu dois amores que lhe valeram toda a vida!
O amor por ela mesma,
E o amor pelos que a cuidam das dores dela, fazem chás, remediam sua alma, mesmo quando a culpa da dor, é toda dela, mesmo assim, mesmo fazendo eles sangrarem, eles estavam ali, sem pedir nada em troca, só por amor.

Se tem algo que eu aprendi esse ano, foi quem é minha mãe, quem são meus irmãos, e o que é um amigo de verdade.
Aprendi quem merece meu respeito.
Esse ano eu aprendi muito mais de mim mesma, do que eu podia imaginar.
Esse ano, me cobriu com minha essencia, descobertas, que me valeram tantos tropeços!

Obrigada machucados
valeu dores
E obrigada por não me calejarem!
Eu não sabia o que queria ser até meus 23 anos.
Hoje eu sei...

EU MESMA!