sábado, 28 de fevereiro de 2009

Para não riscar as paredes, riscou o jornal.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sem sentido


Alter-egos libertos!
Groselha no meu sangue
escorreu no chão, e eu limpei.
Precisava saber que gosto tem!
Não ache que vai achar gosto parecido.
Até tentam (e como!)
Me assusta isso, de verdade.
E isso não se encaixa com vaidade.
Talvez se soubessem o inferno que é, não tentariam nunca.
Prefeririam a espessura do seu ego.

Há coisas sublimes enchendo isso aqui
cores que eu nunca vi.
A groselha estava velha
substituí
agora mercúrio encontrarão aqui.
Mercúrio nessa panela?
-Mergulhando nela.

(O Deus da eloquência, dos viajantes e dos ladrões)
O planeta Mercúrio provavelmente recebeu este nome porque se move rapidamente no céu.
vamos?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


Saio e bato a porta.
(num mar de saudade imediata)
Não sei descrever a sensação.
E nem quero.

Cazuza me consolando na estrada
me diz que o tempo não para.

Não pára não.
As veias serão desobstruidas.
(Somente felicidade prevejo)

Bebo um gole de erva doce
Minha mae diz que faz bem
Sinto ele percorrer todo o estomago.
Me aquece.
Não sei se é o chá, ou o afeto dela.

O silencio apaga as palavras
não saberia dize-las mesmo

Amanhã
sim
é outro dia.
E estamparei flores na parede
da alma.

O chá me dará forças pra isso.
(Cazuza tambem)

imagem: David Wojnarowicz

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SIMPLIFIQUE


Viva
respire
inove!

sinta
cheire
dance!

Experimente coisas novas, outras cores.
Ande descalço
beba no gargalo
leia coisas novas
saia pra papear
Sinta de fato, o ar!
Ria e ria muito
Seja doce até com quem não merece
Ninguem merece sua ira!
Não entupa suas artérias com pequenez alheia
Nem perca tempo com o que dói
Transforme em impulso!
De um pulo
salte em um lago
(sabe aquela primeira sensação debaixo da água?)
AQUELA!
O céu te dá tantas tonalidades diferentes!
Não se contente com uma só cor
abstrate!

A doçura do sal.


Estou indo pela tempestade
Não, nunca vesti capa de chuva.
Não vai ser agora...
E ainda, balanço as árvores pra cair mais água!

Cansada do mesmo
do barato
cansada das cópias.
Minhas caras sem caretas
No espelho, sem enfeites
Só pra serem só minhas.

Há muita coisa a se aprender
Estou aqui, tentando manter os pés no chão.
Tenho que me segurar
Pra não sair voando pelo ar.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A menina requeijão

Confundia tudo, tudinho, tudão
Achava que amor era bolinha de sabão.
O que não entendia
era essa injustiça!
Dona bolinha, sendo tão linda
e não pode ser tocada...
Nem de leve!
Se não, ela se perde.
PLIC
Como aguentar isso?
Com os olhos ver
e não poder senti-la de fato.
Não poder pegar...
Deveria aprender a aprecia-la de longe.
De longe.
A bolinha e suas cores.
Como confundia seus amores.

Sensação besta essa, ela sente isso com o céu as vezes tambem.
Por que será essa mania de matéria?
Se o que mais é válido, não se pega...
Não se aperta
Nem enxerga!
Fico com o requeijão, que é tão branquinho, e consigo colocar dentro do pão!


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


As palavras dançam na cabeça dela

procura ordenar, sem exito.

Poderia ir de carro, mas preferiu ir a pé.

Poderia passar nas ruas largas e de fluxo contínuo,

mas preferiu a rua estreita e sem movimento.

A música ecoava nos quatro cantos

só ela ouvia.


(Ela não sabia responder as perguntas)

A música alivia.

ali-se-via.

domingo, 8 de fevereiro de 2009


Ela pensou seriamente em parar de beber.
Desde então, não parou de chover.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Queria morar na lua
Ou que um sapo morasse na minha rua
Queria ter uma lesma de estimação
Queria poder mandar no meu coração.
Mas o que eu queria mesmo era ser astronauta
Ou ser uma samurai
Saber tudo de luta
Ou ser uma dançarina
Vários passos doces, de menina.
Queria esconder segredos secretos
Que tivesse outros atrás de mim pra saber
E eu, viver de me esconder.
Queria ser cantora de jazz, aquele vozeirão
onde todas minhas angustias fossem representados por um microfone
um vestido justo de paetês e a cerveja companhia frequente em minha mão.
Queria nadar numa psicina de confetes
Aqueles chocolatinhos
Queria afundar neles
Queria que nos filtros tivesse toddy
Bem gelado
Todas as horas.
Queria que chovesse todos os dias
Pingos brilhantes.
Queria que meu quarto fosse com chão de bolinhas de gude.
Cuidadosamente encaixado, um tapetão de bolinhas.
Queria saber resolver todos meus problemas
Sim, queria te-los
sem medos.
Queria ter o cabelo cada dia de uma cor
Meu sorvete cada dia de um sabor

Queria não ter todo esse pudor
Queria sanar a vontade de falar às pessoas tudo que penso delas,de dizer na cara as verdades enxergadas, as mentiras lavadas
Queria limpar a sujeira que se vê
Queria que dessem um fim nessa tv

O barulho e a luz são da televisão.
Ela queria que fosse assim.
Então.
Olho a foto da senhora...
um dia ela ja teve 20 anos!
era linda, cabelo pretinho
Hoje todos brancos.
Mas continua linda, serena.
O senso de humor afasta meu espanto
-Foi o retrato que envelheceu, não eu.
Um sorriso
Me passa a impressão de tempo bem aproveitado
ela vira o rosto pro lado direito pra olhar novamente a foto
quantas vezes ja a teria olhado?
Eu olharia todos os dias
Ela não, ela não precisa, ela conhece o dom que é a vida.