segunda-feira, 30 de março de 2009


Faltam palavras pra descrever a repulsa;
Enxugue com toalha branca suas pernas com lama
(o quanto quiser)
Mas me deixe fora disso.
Sua carta na manga não me seduz
(não precisa mais apagar a luz)
Óh sim, é preciso muito mais que um bom pau pra me fazer te amar.
Sou uma bagunça sim, sou feia sim, sou bruxa e efervescente sim.
Sem contar os outros tantos escombros escondidos dentro da última gaveta.

Mas sou minha.
E essa é minha única certeza.
Sou almoço, sou janta;

Sou a sobremesa.

quinta-feira, 26 de março de 2009




Dá até vontade de ficar em casa
dormir pra passar o tempo
Fazer um acordo com a hora, pra passar bem rapidinho pra mim.
Sou uma tonta com essas coisas no estômago
E esse sorrisinho barato no rosto!

segunda-feira, 23 de março de 2009


Não ofereço e não peço.
Não quero me adaptar a mentira nem ao morno.
Aqui dentro o que queima e me consome
ninguem rouba de mim.

E fim.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Senhor, livrai-me da norma culta
Adulta
A forma que não insulta
Me libere das métricas perfeitas
E do vocábulo letrado
Do medo do errado
Ao poema livre
quero entregar-me
Cultuar o palavrão
Escrever como aqueles que compõem sangrando
A língua do caes
-do caos-
Nada de corrigidos e revisados
Que seja em mim outorgado
Nada de versos planos
Retos concretos
Quero a beleza do sentir
E da rima barata
Dos carteados de mesas de bar
E achar que a coisa mais importante naquela hora é o bilhar
Me perder olhando pro céu
E achar beleza
da cor que esteja!
Ver Tua presença em coisas diárias
Te sentir com o vento
Tu, conhece minha alma
Meu interior
Permita que eu leve paz
DENTRO DE MIM
Cuida de mim
Sou pequena
Mas quero ter o coração como o teu
GRANDE!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sim, as vezes sou um erro.
Mas a falta de mim torna minha vida insuportável.
Não gosto de meio termo, não sei viver pela metade, gosto do que arde, do que queima, do vermelho e do inteiro.

sexta-feira, 6 de março de 2009




Agora o sangue ja está seco.
Formou uma crosta de sangue pisado,
quem olha acha que está aberto,
mas está obstruído.
Cansou e cansou de sangrar
quando começava a cicatrizar,
sempre tinha alguma coisa afiada pra cutucar.
Cutucar e remexer a carne, observando sair mais sangue ainda,
sangue quente escorrendo até tocar o chão.
Mas não matou ninguem.
Matou?

Empilhe os erros que você fez,
no topo das mentiras para esconde-las.
Um sorriso mal mantido
As desculpas ja não fazem sentido
O sentido já não fazem as desculpas.
Mas estávamos suando enquanto você dormia.
Quantas vezes te olhando e vc nem sabia.
Não agora, posso suportar minha própria carne.

Dentro de minhas mãos essas pétalas secaram.
Secaram caindo até o chão.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Não entendia como tinha essa capacidade de auto tortura.
Tinha sujeira nas pupilas.
-São náufragos!
Disse.
O espelho não estava com vontade de responde-la.
Guardou as 2 pedras no bolso, e sorriu.
Continuou ouvindo a música.
No instante seguinte, seu pensamento já estava em outro país.