quinta-feira, 30 de abril de 2009

Alimentando-se de febre
Te mostro pra que serve todo esse úivo.
Está quente aí dentro, eu sei.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A professora critica o texto dela, diz que é muito poético.
Ela se vira;
e sorri satisfeita.

Fome.

domingo, 26 de abril de 2009

flickr/natalin_guvea



Não sei gritar mas grito
Não sei medir mas meço
Não sei, mas pedir pra ti, não peço.
Eu vou gritar;
Antes de sentir a dor.
Mas vou abafar o som,
com a cara enfiada no travesseiro.
E antes que eu o coloque no lugar...
Vou lembrar-me do meu inteiro.
(Contratos feitos com o tempo, sempre um recomeço!)

sexta-feira, 24 de abril de 2009


Bla, bla, bla, bla, blo, blo.
Pra mim, esse silêncio estava completo.
Vai nicotina filha da puta, me salva.

quarta-feira, 22 de abril de 2009




Esses pensamentos confundidos em atos e palavras e questionamentos;
Lágrimas, suspiros, doces e venenos.
Essa vida na linha entre o furacão e a calmaria
passagem sem volta e bruxaria
(Quando a lua está redonda e cheia)

o tic e o tac

Fazendo a história
Nesse livro de memórias
sem horas
essa vontade de agarrar o mundo
de misturar por entre o céu e o inferno
essa mistura de nitro e sorrisos
fusão e confusão
literatura e ação
(Quando vai chover e você sente o ar mais frio)

a cada tic um tac

Pintar, quero pintar o mundo
jogar tinta colorida sobre o preto
azul amarelo e vermelho
pinceladas grotescas
jogar a tinta do balde na sua cabeça
(Come enquanto tem fome)

Corra!
O trem está passando!
Peço, rezo, velocidade e voracidade num copo com pimenta.
Ele é rei, mas não se perca;
Nem se prenda.
Ele não vai perguntar se você quer ir,
você ja está nele.
Olhe a paisagem!
Não, nononononão, não é uma miragem,
é lindo mesmo, pq aqui eu faço a minha.
E você não faz parte do cenário;
Urubus cutucando a carne podre, aqui não tem, meu bem.

Tome o lugar do maquinista e invada a pista.
(Quando você tira os sapatos e pisa na grama)

tic, tac
tac, tic
tictactactictictac
CLAAAK!

Foi só uma certeira martelada.
Já volto, o trem agora acha que é avião
e pode voar entre os que acham que não.

quinta-feira, 16 de abril de 2009














A luz emitida pelo sol demora cerca de 8 minutos para chegar à terra.
(A coloração se dá devido à fluorescência de brilhantes átomos e íons)

Sem mais.

quarta-feira, 15 de abril de 2009


(Sai pra lá, ta me lambuzando com esse mel barato da porra)

Extra:
-Mosquitos das palavras ocas martelam, estão quebrando os crânios, já já o cérebro sai, esfacelando-se no chão.

Todas as pessoas infectadas
é uma epidemia
protozoários no ar
parasitas a rastejar
imploram por atenção
querem mostrar
Por favor, parem para olhar
sim, tenho marcas, tenho!
Olhe meu carro, olhe
pode me amar?
no assoalho tem ratos pretos e pulgas
mas é só pisar, tenta não notar, com o tempo
você se acostuma tambem.
Os vírus saem das palavras
(e sujeira do teclado)
Ohhh minha dispepsia sangra!
Tudo isso é nojento, me desculpe senhor,
mas vou ter que vomitar na sua cara.
Não tente me roubar.

Pandemias!
Efusividade química!
Vibrião colérico !

Sinto muito, antídotos não são vendidos.
Não há troca, não aceita-se papeizinhos verdes.
Morra.


Se eu te pego
Te enrosco
Te amarro
No ato
Te amo
te deito
Te mato
(how!)
Te duvido
te uso,
Lambuzo
Te amo
me assanho
te solto
(sem saber o porquê)
Te falo
Te conto
me contate
protejo-te
guio-te
instruo-te
mudo
eu mudo
te fumo
te bebo
te cheiro
te gosto
te mostro
doutrino
te arrependo
te volto no tempo
te desculpo
me perdoo
te dou-me
dou-te as estrelas
sufuco-te
implora o ar
(pede pra eu não parar)


Isso, se eu te pego.

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Nenhuma palavra coube nela
Nenhum ingrediente sem sal nessa panela
colocou bem quieitinha as palavras na chuva

Conduz
(seduz)

Alma na ponta da faca.
Queimando!
(habitando por entre onde as pessoas sonham)

quarta-feira, 8 de abril de 2009


(Ela ja tinha sonhado com aquilo)
Poderíamos fugir num carro roubado
Mas eu acho que não iriamos tão longe
Antes que a transformação comece
E que a sede de sangue se instale
E que desejos sejam satisfeitos

Minha mente mudando
Meu corpo está se moldando
Mas Deus, eu gosto disso
Meu coração está ardendo
Meu corpo está tenso
Mas Deus eu gosto disso!

Cortei os meus cabelos e os vi caindo pelo chão.
E que sensação boa que deu!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Tenho que acompanhar mais as contas
Tenho que contar o dinheiro
(aprender a guardar na carteira, não só jogar na bolsa)
Tenho que passar as roupas antes de sair de casa
Ficar nas aulas de terça até o fim
Comer mais arroz e feijão
Tenho que aprender a não jogar os cadernos
e separar por matéria e não bagunçar tudo
(nem Dalai Lama se acharia depois)
Tenho que dar mais valor pro meu violão do que pro computador.
Beber menos durante a semana
Beber menos durante o fim de semana
Beber menos nos outros intervalos de tempo
Caminhar pra eu não ficar uma velha gordona
Sujar menos o carro
(talvez lavar ele as vezes)
Levar coisas mais a sério
Começar a seguir listinhas bestas que eu faço.
(como essa)

domingo, 5 de abril de 2009


Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Pois bem...
Sinceridade talvez me estrague.

(Pensamento é o meu veneno
Ecoa pela sala
Bate no concreto
E volta mais forte em mim)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Hoje eu mesma cortei meu cabelo.
Ficou torto;

E eu gostei.