terça-feira, 30 de junho de 2009

Oucondor

Bom dia sono
Se eu não me engano, era pra ter partido quando levantei
Mas eu sei que você gosta de mim
Então fique e embaralhe minha vista
Café esse é o sono, sono esse é o café
(prazer)

segunda-feira, 29 de junho de 2009


E se Deus fosse um de nós?
Apenas um preguiçoso como nós
Apenas um estranho no ônibus, tentando voltar para casa?

Preciso viver dentro de uma bolha?
(quem tem o poder da escolha?)
Tenho um céu de manhã
E tenho um sofá como meu divã

Eu tenho cervejas para degustar
Vento pra sentir
Uma lua pra morar

Posso ser feliz quando sorri
Posso achar um tesouro num pedaço papel
Posso faze-lo um barco com ajuda de linha e carretel
Ve-lo escorrendo junto a água da chuva
Posso achar graça se ele afundar
Posso sorrir, ir e levantar

Posso levitar
Quando me toca, quando me sorri
Eu tenho um céu a tarde
Um sol que dói e arde
Mas que preciso, quando o frio me invade
Tenho amigos, música, conversas numa mesa de bar
Posso ser horrível no bilhar
A culpa é ter pego ímpar e não par

Ela tem medo do trem
Eu tambem, as vezes tenho
Mas tento lhe dar um copo de segurança
Com o barulho meu amor, dança
Sorri pro tempo
Ele é amigo, não é veneno

Posso me confessar pro espelho
Fazer desenhos no meu tênis sujo
(quando não souber o caminho)
Posso juntar meu suor com o seu
e te guardar comigo
(minha pele te absorveu)

Tenho um mar a minha frente
Me mataria se eu o desafiasse
Morreria diante a minha impotência sobre a sua beleza
Seria uma morte silenciosa e bonita
Abafados gritos de desespero por ar

Posso optar por viver
Abraça-lo e dançar em meio ao mar
Como se ninguem pudesse ver ou desconfiar

E se Deus fosse aquele mendigo escondido?
Aquele mendigo sujo e oprimido
E usasse da nossa indecencia
Só estivesse ali em presença
Para nos abençoar, nos abençoar...
Por fazermos da nossa inconsequencia uma arte
(usando o mar...nos abençoar, primeiro ali, para ser em qualquer lugar)
Não precisaria de alguem pra notar.
Não Ele.

Ainda posso sorrir
De ver meu pé sujo de areia
o mundo desabando
E um sorriso na orelha.

Tenho Deus pra procurar, em meio a esses destroços a me queimar
Tenho um pra me levar pra lua (pro céu e pro mar)
Um copo de veneno
Indecencia pra doar
E tanta, tanta vontade de ver o barco continuar.
Que horas são?
É cedo amor, é cedo
Pode continuar dormindo
Boa noite

Eu te amo.

(e com um beijo dormem meus desejos, o corpo me encaixa, minha alma dilata)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Eu gosto de frio, ah, venha frio.
Vou sair pra rua ver se eu acho uma máquina pra mim
As vezes me surpreendo como tenho capacidade de fazer tantas coisas idiotas
Você ainda me amaria, mãe?
Hoje comi um lanche na rua, e como são gostosos os vermes
O que é errado pra você
Onde enterro o pudor
Não quero usar interrogações
Enquanto escrevo essas bobagens, o tempo está passando
Enjoei da minha cara no espelho
Minha cabeça dói
De um tempo pra cá, tem algo errado aqui
Tem alfinetes cutucando o meu lugar
Não tenho paciência pra assuntos de mulher
Essa olheiras não me deixam
Amanheci com chuva
Dormi com o céu
Pensamentos que amolecem minha moleira.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Da vontade de pular



Já tinha prometido não aparecer embriagada na igreja?
É um tal de charme
É o ar da graça
É cedo ou tarde?
Tenho que ir

E colocarei fogo em minhas roupas
Fogo ambulante
Estarei queimando
Sentirei a pele arder
Mas estarei viva
Ainda sinto
Não estarei esperando pelo mal
Ali dentro daquela carne preta
terá luz e fios de esperança
Não se iluda
é só pele queimada
Minha alma ainda dança.
A menina azul veio de Marte
Estranhou o mundo que chegou
tudo era realmente feio
Exceto quando chovia, eli ela conseguia ver beleza nas coisas, nas cores, nas pessoas
Mas a menina azul gritava, esperneava e ninguem ouvia.
(Ora, ela nem sabe se era isso mesmo que ela queria)
A doçura não iria tão cedo, disso ela não tinha medo
Ela era pequena, mas gritava com os monstros, e gritava tão alto que conseguia afastá-los.
Era um pouco muito perdida e tem tantos defeitos!
(Senta cansada na sarjeta e se aproxima os joelhos)
A menina azul tinha um príncipe, é, eles tinham um planeta e uns tantos sonhos na maleta
Ele diz que vão morar lá no doce planeta, ela abre um sorriso do tamanho de um disco quando ele sussura tal audácia.
E ainda, o mundo para quando ele a abraça.

O mundo era cinza, mas eles tinham um planeta...
E tantos sonhos dentro da maleta.

domingo, 21 de junho de 2009


Esquece
Não se remexe
Volte a dormir.
Esquece.
(Sou pequenina e tambem gigante)

Aguentaria a dor
sou forte, sou homem
Sou o que minha mãe ensinou
O monstro que ela criou
Talvez não devesse me entregar tanto
Talvez não devesse te contar o tanto quanto!
Talvez eu esteja enjoada de talvez

Não foi intenção
Vc ter meu coração na mão
Não foi, eu sei que não.
Como não foi intenção eu deixar vc saber disso

Do que estamos nos escondendo mesmo?
Não sei, meu bem, vamos bem quietinhos
Pq vamos agora? Pq não podemos fazer barulho?
Não faça tantas perguntas, pegue uma blusa, vamos dormir na lua hoje
De-me sua mão, é seguro
E de lá
poderemos ver o mundo.

Amanhece, do céu pode se ver aquelas duas crianças entrelaçadas, inconsequentes, delinquentes, apaixonadas...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

As vezes eu acho que não vou conseguir escrever nunca mais
As vezes eu faço tanta tempestade que acho que vou morrer
As vezes eu quero vomitar na cara das pessoas
As vezes eu queria explodir um monte de coisas
As vezes me acho pura por poder não odia-las
As vezes me acho tão suja, que tenho vontade retalhar minhas visceras e jogar os pedaço de carne no lixo, só pra ver juntar os bichos, que eles se alimentem de tudo que eu acredito.
As vezes tenho vergonha de não ter vergonha do espelho
As vezes acho que minha cabeça é muito pequena pra entender tanta imbecilidade
As vezes eu invento palavras, as vezes eu as como.
As vezes eu duvido de Deus
No milésimo de segundo seguinte, peço perdão por isso.

Tudo não passa de uma história inventada, meus dias são peças de teatro, sou muda, ninguem me ouve
Sou a rainha da minha casa, brinco com minhas princesas, as protejo, as amo.
As vezes eu queria morrer ali na minha proteção, no meu reino
Mas preciso de mais, por elas, por mim.
Talvez nada disso tenha fim.
Estamos num labirinto, com armadilhas, lanças vão cravar no seu peito sem piedade, sem idade, onde eu acho armaduras?

Não sei fabricar.
Não sei comprar.
Não sei.



Não.
Sei.

quarta-feira, 17 de junho de 2009


Acho um hollywood vermelho no carro
Sou tão organizada que me assusto de não ter-lo visto antes
(Eu falo que eu acho lindo essas coisas que não seriam de se achar)
O último, alem das coisas que ele esquece, aquele deve ter deixado pra mim, como sempre faz.
Fico feliz pois é um a menos que ele fuma
(O mostro do duodeno não fica satisfeito, pois se alimenta deles tambem, poderia ter escolhido outro lugar para morar, não o meu)
Mas eles se dão bem.
Só de lembrar um pedacinho dele ali ja fico feliz, me acho tonta depois, mas continuo.
Na fumaça queima minha saudade
No peito queima um sentimento
Sentimento que não o tira do meu pensamento.

E Cartola me dubla no som do carro
(Gosto tanto tanto de você, que os meus olhos falam o que não se vê)


Ele é assim, artista completo

Alem de tudo, astronauta, brinca na terra

Esconde-esconde e pega-pega

é piloto de avião, colhe as estrelas que encontra no céu e no chão

As esconde em bolinhas de gude que eu sei

Ele tambem é mágico

Faz aparecer sorriros

Faz aparecer carinho em seu bolso

Apreço, tudo sem preço!

Ele passa e eu sinto, deixa marcas pra eu saber que sempre está ali

Meu amigo, camarada

Leandro, nada de malandro, faz tempo e nessa estrada a gente segue cantando!

Obrigada Le, por sempre estar aqui, pelo carinho, pelo tempo emprestado, pelo presente =)

http://pegadasdoteto.blogspot.com/

terça-feira, 16 de junho de 2009

As vezes eu viro em voltas e fico tonta
Tonta você quer que eu fique
A estrada não tem placas
E quer que eu implore pra que indique

Não precisa
Prefiro meus machucados
Do que suas almofadas cheia de baratas safadas

Com a mão pra fora da janela
Sinto por entre os dedos, o vento
Tomo constantes tapas na cara
Mas não dói, não por dentro.
Só me deixa tonta
Sem saber o rumo da estrada
Mas eu chego, preciso achar fé
Ainda estou em pé
Manda pro inferno suas almofadas de ilusão.
Te mando um cartão.
Tchau.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

foto:www.flickr.com/natalin_guvea


Até mais ver,
Se eu ver duas de vc, te dou dois ois
Não repare
A cachaça costuma gostar do par
O meu bem gosta de ímpar
Então, dou três beijos nele
E ele me leva pra lua.

Se você reclamar de mim
Digo que não precisa gostar
O meu bem gosta
Então, dou três abraços apertados em volta do corpo dele
E me leva pro inferno e eu, encontro o céu.

Se tudo ficar atrasado
E eu perder o horário
Meu amor pára o relógio pra mim
Posso voltar a dormir com ele
E então, deito em seu peito, e ele me leva pro melhor lugar do mundo.

Se um quilômetro é mil metros
e por mil metros eu não conseguir fazer medida
Ele vem perto de mim
E então, dou cinco cheiros como se ele viesse até meu pulmão
E ele me leva até um campo de jasmins, com pontinhos brilhantes costurados a mão.
E então, eu peço pra que não tenha fim

Mas o domingo não gosta;
Não gosta e não gosta de mim.

É, romantismo barato da porra no meus sentidos e na minha mente
Alguem emprestou doar ao meu corpo dormente
O bem e o amor dentro de mim?
Sem céu, sem limite, ao infinito.

Um brinde.
Insana idade, meu amor, minha vaidade.

A gente se dá bem
Nós cortamos os pulsos sozinhas
Nós bebemos o sangue em tacinhas
Esquece;
Acha uma cura pra minha alma?
É, eu vou me matar
Vou ser a notícia principal
Estampada com minha cara no seu jornal
Corto os cabelos
rego minha cana
Desencana;
Sou mais por mim do que você
Na estante da sua sala, com saia balonê
Ou não beibê.
Vai saber o que lá do canto você vê.
Bebo todo o mundo
rir ou o inverso
é tanta euforia até flutuo
me perco pelo universo
Caminhando, rindo pra vida
Apagando coisas ruins do caminho
Ou as tomando em golinhos
Desenhando flores até no peito de um cadáver daninho
Com pincel, tinta e um pouco de mel.
O dia não é meu
O mundo é meu
Ele me deu
Sério, não estou brincando
Sua opinião pra mim, é como um sapo morto no lodo boiando.
Sim
Vim de Marte, enrolada num lençol florido
(Preferia que tivesse me despido)
Vivendo encantadores dias, a viagem foi longa, dormi bastante então não foi cansativa, em Marte pude aprender algumas coisas que, hoje, as pessoas não entendem muito, mas se fosse em Marte, ahh, estaria em paz.
Mas não estou.
Paz me cheira lavanda
Algo parecido com esperança
Talvez minha sina seja viver tormentas, com dúvidas grotescas
Estou com calor, mas está frio demais pra tirar a blusa
Equilibrio, ouvi falar sobre isso, mas nunca peguei pra ler o livro, alguma enciclopédia ou alguem pra me contar que gosto tem.
Lá em Marte não usamos este tempero, deve ser algo típico brasileiro.
Que saudade daquele planeta
Tão vermelho e sem pudor, paredes pintadas e algo que cheira amor
E os defeitos são coloridos, é algo verdadeiramente bonito.
Em uma semana, talvez eu volte pra Marte
E retome as minhas vitaminas
Uma junção de epidermes, paladares e melaninas
Agora, vou sair tomar um chá
Antes que dê a hora;
E eu infarte.
Meu coração me mate ;

E eu não consiga voltar pro meu castelo.
(em Marte)

quarta-feira, 10 de junho de 2009


A menina azul tinha alguns anos e acreditava no mundo
A menina azul ouvia todos os dias sobre demônios e domingos com joelhos
Os habitantes vermelhos gritavam isso sem parar
O MUNDO VAI, VAI ACABAR
Eles carregavam pesticidas no bolso
Acho que gostavam do gosto
Mesmo engolindo e destruindo até o caroço

A menina azul tinha sonhos
A menina azul tinha balas coloridas
Mas não conseguia oferece-las, eles gritavam muito alto
É O PREÇO, VAMOS PAGAR, CHICOTEIA-SE, VÃO NOS PAGAR
Eles estavam ocupados, gritando cada vez mais alto
A menina azul tinha pena dos vermelhos
E eles tinham pena do azul dela
(A galinha já estava sem nenhuma delas)

A menina azul não queria que suas pernas ficassem vermelhas
o chão já estava infestado
Estava manchando seus sapatos
Sem contar aquela gritaria
Os ouvidos destruía!

Achou o controle, apertou o botão e desligou a televisão.

O som do silêncio era encantador.
en-canta-dor(a)mente leve.
A menina azul que acreditava no mundo
Era insana.
(Falavam que ela morava dentro de uma banana)
Sem razão e sem sentido
(sentido)
Apenas ditorção, não pergunte a mim, pergunte a esse ser pulsante embaixo da minha blusa por entre alguns músculos e ossos
(as vezes não escuta alguns comandos)
Ele anda vagando por entre os pensamentos cinzas coloridos e fumaças doces.

15:oo
Bom dia, meu tanto bem.

terça-feira, 9 de junho de 2009

É mais ou menos como quando o cigarro acaba
Não tem água e você de ressaca
Está frio e não tem cobertor
Seu lápis sem ponta e cadê o apontador
(escondem-se junto com os sapatos?)
E o relógio parado
Ele disse que o pararia pra mim, esqueceu de arruma-lo, eu acho.

Me embriago de você
até você secar
ficar sem ar
até nada restar
isso para você ter que vir buscar em mim algo que vai te sustentar.
(Guarda naquela travesseiro meus sorrisos, meus desejos e meus gritos)
Não entendo como faz isso.
Na verdade eu sei
E gosto
te olho
te sorrio
E sinto sua falta;

Oi

Meu nome é Nátalin Peres Guvêa, gosto mais do Guvêa, mas o Peres diz mais sobre mim.
Tenho os olhos pequenininhos, mas que enxergam bem, tenho menos pintinhas que gostaria e tenho dois pés feios.
Tinha cabelos compridos e cortei, as vezes sinto falta deles, as vezes sinto que era hora de irem embora.
Gosto de ventilador, de dormir e de sentir. Gosto de chá tambem, e do céu quando entardece, se bem que eu amo tambem quando amanhece. E as estrelas...ah...as estrelas!
Amo fotografias e cantar me alivia.
Prestes a fazer vinte a quatro anos, moro aqui, mas moro as vezes em outros lugares (solares)
Sabe, fui eu quem escrevi tudo isso aí embaixo, de um tempo pra cá não paro de escrever, só vendo pra crer, abasteço a panela de idéias sem cansar.

TECTECTECs sem parar.
Então, ja não me reconheço em muita coisa aí embaixo, quem foi mesmo que escreveu?
Sei la, mas quem quer que seja, contribuiu pra tudo isso aqui que está acontecendo, eu sinto raiva delas, brigo com elas, elas tem tantos defeitos que me dói o corpo inteiro, mas a verdade mesmo, é que sou apaixonada por elas.
Um turbilhão de idéias, tem idéia como é administrar tudo isso?
Por isso que larguei administração e fui pro bar.
Háa, lá tem mais ar.
Não ligo sobre expor minha euforia ou minha dor, não escondo de mim a gostosura e a gastura de ser isso quem eu sou (ohhhhhhhh céus!)
Sempre me refaço e danço tanto, coloro todo meu canto, choro, grito e oro, rogo, me desdobro.
Mas enfim, as vezes escondo sentimentos dentro de mim, acho que é receio, medo do medo...As vezes acho que sou forte, mas as vezes tenho certeza que sou uma fracote.
Se faz bem esconde-los não sei.....tambem não sei se é fácil mudar, mas me dá dor de estômago as vezes.
Sinto que abro uma janelinha dessa vida toda vez que escrevo aqui, e deixo que alguem veja o que passa dentro da panela.
As vezes borbulhando, fervendo, as vezes em banho maria, tá, quase nunca em banho maria.
Sei tanto de mim e as vezes descubro que não sei nada.
Aí, penso que essa seja a graça.
Graça, nunca se vá, rodeie meu jardim, eu tento espantar os ratos, eu prometo.

Vinte e quatro anos, quase vinte e cinco, um passo pros trinta e um piscar pros cinquenta.
Cheguem mais números!
Que bom que vieram, espero com a porta aberta, uma cerveja pra brindarmos e umas tantas conversas pra jogarmos.

Sem mais;
Ou muito mais;
Agradeço todas as visitas, aos amigos do peito, aprendo tanto com vocês!
Me despeço e mando um beijo aí.
No coração.Com o coração.

Nátalin Peres Guvêa

A gente tem o mesmo nariz
O mesmo sangue
Os mesmos gostos
Os mesmos sonhos

Ele escreve sons na parede
Bebe toda tempestade minha gente
É uma pimenta entre as ferragens
E se confunde todo com as miragens.
Jogando poesia entre os cães
Vamos levando, todas as manhãs.
.
A gente assistia aquele filme do John Travolta sem parar
Ele era o Jaspion e eu era a Sherra
A gente é até hoje.
(Ele refletiu as cores da minha alma)

Palavras pequenas
Minha parte
Eu te amo
Eu te admiro
Eu te respiro Rodrigo Fernando Guvêa.

Um moço abraça sua esposa e por suas costas olha maliciosamente pra outra que passa
Uma senhora dá dinheiro na igreja, mas nega comida a um mendigo que pasta
Um traficante mata, tortura, mas enche de abraços seu filho em casa

O mundo é relativo, o mundo é individualista, o mundo é podre.
(Preferia quando escrevia coisas somente sobre mim)

-Esconde!
Diz a tia a sua flor na rede a noite
(Ela gosta de brincar de esconder)
E embaixo da manta azul, a moça termina a frase
-Esconde, esse mundo é perigoso.
A menina olha fixamente ela, como se entendesse tudo...e sorri.
Ela queria que aquela flor ficasse ali dentro mesmo, de verdade.

Ou ficasse ali na rede, só paquerando a lua, como a tia ensina e ela repete.
Minha flor, minha linda flor.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ele divide o travesseiro com ela
(o companheiro de sonhos dele)

Ele sussura bem baixinho o quanto gosta
(a voz bate no peito dela)

Confissões, sonhos, risos do estômago, desvarios na cama, uma confusão de sentimentos
E ela pensa...
Se pudesse escolher um lugar pra estar naquela hora;
Escolheria aquele.
(Com aqueles pés nos dela)

Menina confusão

É, não chegue perto
ela é confusão
acha que pode ter tudo na palma da mão
se divide entre os destroços e o céu
Inferno é só um pedaço de papel
Ela ri do diabo
e conta pra ele seus casos.
Depois pisa no seu pé e sai correndo.
Acha que pode guardar o mundo em fotografias
E anda com elas no bolso, pra não esquecer.
Ah a menina confusão esquece tudo sim
Perde tudo
Atrasa tudo
Derruba tudo
Falar nissso, derrubou leite hoje no café da manhã
Estendeu da mesa ao chão, achou tão bonito
Que não entendeu o desespero dos outros
foi bom, assim pararam de falar logo cedo.
Acha tambem que o mundo tem trilha sonora
Música pra toda hora
Notas e timbres distorcidos
sambas, rocks e vozes são seus amigos
Ela tambem tem um bem
Um tanto bem
Esse que a faz tremer quando vem
Ela que achava que era imune
Na verdade, ela era
Ora, mas esse era muito ousado
Pediu para amarrar-lhe o sapato, era um simples ato
Mas ao subir, olhou diferente, o estomago dela ficou quente
E ela já não sabia se esquivar, tudo culpa daquele olhar
Ele ainda sorri de canto e naquele corpo, um certo encanto
É, ela era confusão, não poderia querer algo diferente
Ele era tambem, mas isso é uma outra vertente.
Poderia pensar sobre isso depois?
Poderia não pensar?
Sim, poderia, dona menina.
Esquece que não sabe rodar, ela acha que sabe.
A seu modo, gira, antes que mais um dia acabe.
Joga cacos de vidro no ar
Fica tão bonito
Mas quando cai, pode machucar
É, não chegue perto
Eu te aviso com um megafone
Publico no jornal
Coloco uma faixa no seu quintal
Ela é confusão, meu irmão.

sexta-feira, 5 de junho de 2009


Ela sabe que por algum motivo, continuaria.
(Atravessar o oceano, é tudo o que precisa agora)

Quem sou eu pra duvidar da sua fé
Quem sou eu pra dizer o que não é.
Não me escute, por favor, se agarre nela, não escute uma coitada que tem realismo demais na cabeça.
Só porque tem maldade demais nisso aqui, só por que o dinheiro compra isso e aquilo ali. Moralidade na promoção, compre caráter genérico e leve de brinde uma marca de gado na pele (personalizadas em aço inox)
E você acorda as 6 da manhã neste frio do caralho , pega ônibus lotado, balançando pra todos os lados, a marmita na bolsa revira, mas você não revida.
NÃO REVIDA.
Não há opção.
Peça graça pra Virgem Santa Maria. Dê a quem te usa, a quem te molesta, a quem te dá tapas nas costas todos os dias.



Meu Deus, não me abandone, não me deixe, permita que eu não me petrifique Pai.
Olhe por mim, olhe por nós.
Que a luta seja válida.
Que a poesia e a fé nunca se esgotem (mesmo no esgoto).
Amem.

Dona cândida.


Mais um cigarro sujo no cinzeiro escuro.
Minhas unhas vermelhas contam sobre o passeio delas, eu fico feliz por elas, talvez elas tenham mais certeza das coisas que eu mesma. Naquele banheiro sujo com restos mortais imundos, escrevo seu nome, publico minha saudade, em versos, poesia, ninguem entenderia. Pureza já não soa tão confortável pra mim, o claro já me dói a vista, ando apetitando-me de cores grotescas e quentes, vermelhas e ácidas.
Onde deixei minha doçura?
Eu e essa mania de perder as coisas pela casa.

quinta-feira, 4 de junho de 2009


Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários. Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar, é meio complexo, mas posso tentar.
Queria te contar que eu tenho aqui comigo tambem, mas primeiro eu precisaria organizar, pelo menos em cores, acredito, eu acho.
Não precisa, eu leio o abstrato, posso ver o seu retrato.
Então, posso te contar meu plano, deite-se, estendi um pano.

Infinito gira, gira sem parar.

quarta-feira, 3 de junho de 2009



E eu que tenho tanto sono
ando sem dormir.
Ando pelos cantos amaldiçoando meu metabolismo.
Parece que tenho que tomar lições de como engolir orgulho.
Mas ele tem um gosto estranho, ruim, ácido.
Eu diria de umami.
(Só lembrava dos outros quatro)
Se minha amiga Carolina estivesse aqui diria: Vai, aprende agora, olha como é.Vai.
Pena que não está.
Eu a matei.
Não é legal tomar banho seis horas da manhã nesse frio.
Não queria tomar, mas como vou limpar-me?

Eu que tenho tanta fome
Ando esquecendo de comer.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mariacalmaria.

-Hora de acordar
esperar para dormir-

Bom dia Maria.
Logo o galo canta
o sol derramará cores sobre as plantas
Você acorda, achando que ainda esta dormindo
ora, se não sonha acordada
então pra quer dormir, se nâo está cansada?
(Boa noite, bom dia)

Apesar da pouca idade
aquilo era tudo que Maria teria
Ela nao queria mais.
Ambições, foram engolidas por ladrões

Não queria o mundo
Não pensava no que pensaria
sua mente era nula
Acordava por acordar
andava por andar
(não havia vontade de se masturbar)

Nada de se importar com a economia
ou se Jesus um dia voltaria
Estava tudo bem
Penteava seus cabelos
A novela das oito já começaria.
Foi o que fizeram com Maria
Era mais um zumbi
Pra todos eles...realmente estava tudo bem!
Boa noite Maria.

-Hora de dormir
esperar para acordar-
Nenhuma palavra cabe
Que não se acabe
Que o riso seja reflexo do estômago
Passa pela veia dela uma corrente de algo que não sabe definir
Necessidade
Saudade
Ela volta para estrada, deixando um sentimento ali entrando pela porta, olha pra luz e vê a chuva caindo em camadas.
(está tudo em paz)
Olha para as árvores da estrada e está tão bonito
Um céu laranja
Com as árvores só em sombra
(o peito dela queima)
Vai pensando, se esse riso é só um movimento da boca, achando engraçado tudo que está acontecendo ali dentro.

Ele disse que eu sou o riso dele
Eu rio
Agora ele tem dois.

(Ele leva um pedaço dela, toda vez que vai)

Mesmo que você fique velha
Mesmo que todas as contas caiam na sua cabeça
Mesmo que seu coração seja esmagado e enlatado
Mesmo que cortem seu cabelo enquanto você dorme
Mesmo que você perca sua paz numa esquina
Mesmo que tenha que atravessar o oceano
Mesmo que ficasse cega
Mesmo que ache navalhas dentro do seu sapato
Mesmo que desabem os muros coloridos
Mesmo que encontre leões nas portas
Você saberá como continuar corajosa?



Ainda estou de bom humor.

Querida.