segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bom dia espelho
Tudo bem aí desse lado?
-Ah, ainda me sinto presa.
Poxa, deve haver alguma maneira de se libertar, vamos pensar!
-Não adianta, essa é minha sina.
Como assim, ânimo menina, ainda temos um dia inteiro, uma semana inteira, um ano de complemento e uma vida para experimento!(Sem contar que deve ser muito chato aí dentro)
-Vá, rodopie pelo seu dia, eu fico aqui, por mim, por você, por nós.
Eu vou, mas voltarei para salva-la, eu prometo.
Essa semana não vou fazer nada não
Essa semana vou ficar parada olhando pro relógio
Essa semana vou fazer marcações em cada dia que passar do calendário
Talvez eu durma essa semana inteira
Talvez eu fique jogando pedrinhas no rio
Talvez eu me esconda embaixo da cama até ela passar
Essa semana estarei muda, não quero mais falar
Essa semana talvez me falte ar, estarei roxa na sexta.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Já que as jaulas estão aí pra me atormentar.
Cantam parabens na cozinha
Não me convidam, e eu fico feliz.
Quero me trancar até a hora passar
Tenho ainda uns céus pra voar
Algumas coisas pra ver de lá de cima.
Ainda ando me cortando pra certificar-me que posso sentir
O medo filho da puta acha que pode ficar grudado em meu sapato
Justo meus sapatos verdes, que eu tanto gosto.

Eu gosto de ainda receber canções de amor
Gosto de ainda poder riscar na parede o quanto o amo
Eu gosto de querer ouvi-lo todo dia
(na verdade, eu sempre quis morar na lua)
E tantos outros planos para os próximos oitenta anos
Eu gosto quando as pessoas dizem que é impossível.
Nesse mundo podre onde nada e ninguem sabe mais o que é
Matam, metem, mentem, atrofiam a mente
Ainda posso respirar.

Vou trocar de sapatos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A menina tinha medo de crescer tanto e bater a cabeça no teto
Ou de diminuir tanto que só acharia passagens junto aos ratos
De tanto coma-mes e beba-mes por conveniência
Mandou tomar no cú a jurisprudência
Tratou de ser ela mesma.

Foi feliz a vida inteira.
Tenho um caso de amor comigo mesma
Sempre me desculpo, me perdoo
Me absolvo

Me alimento da loucura
(deram-lhe este nome)
E sempre a coloco fatiada em meu jantar
Engulo tudo e observo meu corpo degustar
Jogando pela diversão
Já disse que rio do diabo?

Essa panela anda com ingredientes que eu não coloquei
Uns elementos juntara-se com outros, que geraram outros
E continuam em mutação

O gosto?
Não sei se ainda há muito açúcar...mas há.
Sinto a pimenta, e não sei dizer ao certo a quantidade
(Páprica doce e picante, à vontade)
Cimento enfiado na minha garganta me amolece
Depois fortalece.
A quantidade certa de sal
(as vezes choro tanto que o mar que eu faço desanda o salgado)
O cheiro do alecrim, o cheiro (do) verde
Danço tangos com a salsa
Solto os louros no ar
O fermento em demasia
(quem derrubou o pote? Ou eu caí no pote?)
O coloquei nessa panela para ferver
(E como engrossou o caldo)
Está colorido, cheio, com temperos novos e sabores exóticos antes nunca degustado
Luz, e ainda nela posso ver tanta luz
Será alguma técnica nova, senhora cozinheira?
(Tenho um caso com o desencontro)
Me assusto, me encaixo, me encontro
Papilas em evolução, para aguentar o gosto que ainda não conheço
Não vou morrer envenenada
Gosto dos venenos.

Não sei o final, e nem o que vai dar tanta mistura...
Mas não estou preocupada
(Pangramas em uma palavra)
Engulo o tudo.
De dentro da panela, agora, me misturo com ele
E posso ver o mundo.
(dez anos ou um segundo?)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dos cacos e migalhas

Ofertas e trapaças

E essa minha vontade

de sair encher a cara

Preciso do sangue borbulhando

Palavra codificada é absolutamente desnecessária

(Ao corte da navalha!)




Coisa número um
Eu odeio passar fax, odeio, é chato, demorado, enrosca aquela porra, acho que ele tambem não gosta de mim.
E eu sempre fico imaginando o caminho que ele percorre pra chegar ao outro lado.

Coisa número dois
Odeio pessoas estragadoras de regime, eu odeio academia, mas eu vou né, com todo esforço do meu Brasil, minha mãe disse que eu tenho que fazer pelo menos alguma coisa pela minha saúde. Ando por horas, depois eu deito no meio da academia e fico recuperando minha vida em profundo suspiro longo e descompassado, as velhinhas olham perplexas e sempre tem uma que fala pra professoa que estou passando mal.
Tenho sorte por voltar a viver.
Mas isso não é tudo, chego no trabalho como uma mulher concentrada que sou, não como, apenas café preto com o suculento adoçante, almoço pouco, me sinto orgulhosa.
-Oi Ná, olha só, minha mãe faz sonhos pra uma padaria, e fez a mais para todos aqui da corretora, os suculentos e gostosos sonhos de creme branquinho e pão sequinho.Quer?
O sonho me sorri.
Filho da puta.

Coisa número três
Tenho que parar de imaginar as pessoas do banco sem roupa, haha
Todas metidas e com os egos inflados por que são alguma coisa porque trabalham no banco e atuam nas áreas jurídicas e bla, quanto mais escondida a sala mas eles abrem a penugem de pavão pra passar.
Todos pelados, andando com as coisas balangando
Tenho que parar mesmo, devem me achar uma garota com problemas mentais, por rir tanto pro nada.

Coisa número quatro
Quero minha escova de dente namorando a dele logo, vou imaginar isso toda vez que eu ver as duas juntas num potinho, quero tambem tomar sopa no inverno e andar de camiseta compridona e meias pela casa.

Coisa número cinco
Chegou mais uma multa lá em casa, avisa os caras pra pararem de mandar porque eu não vou pagar tudo.
Sou a rainha das multas.
Não tem a rainha dos caminhoneiros?
Poderia ter um calendário com fotos minhas lá no Detran.

Coisa número seis
Tenho preguiça de telefone, que aliás tem vida própria, sair viajar sozinho e eu preocupada com sua saúde, vivo a procura-lo.
Tenho preguiça de msn tambem, responder email e essas coisas.
Mas gosto de todos meus amigos numa mesa de bar (let's go)
Coisa número sete
Não tenho paciência pra ouvir as pessoas falando dos cachorros de estimação e do quanto são fofos
Quase morro!
E tambem para aquelas conversas de que namora uma semana, ele me deixou, e aí agora não vivo sem ele, aaaaaaaaaah nãoooooooo, bem na hora do almoçooo (antes do sonho)
Um saco plástico na sua cabeça, melhor solução.

Chega das coisas
Se não elas não param de coisar.

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Suando, tremendo, vomitando a abstinência da falta de uma maldita máquina fotográfica que salvaria minha vida nessa terça-feira chata e cinza.

Eu sou uma bruxa
E logo mais vão me queimar
E eu aqui, sorrindo com a boca do oceano
Rodopiando com pétalas de felicidade nas mãos
E três corações dentro de mim
(não posso sentir o fogo)
Posso acenar a felicidade pra vocês, mas talvez não enxerguem, estou no topo da montanha.
(da onde desenhas realidades em mim)

Você é velho demais pra sonhar?
Da minha janela pude observar um perdedor ferido, a boca costurada com linha preta, tive medo de ser o espelho, fechei a janela e me vi de joelhos.

Foto por mim: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=95271

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Enquanto cavava e cavava
Procurando o porque dos porquês
Doía-lhe a cabeça
A bomba relógio num tic tac infernal
Amortecida, procurava anestesiar-se
Mas nenhuma, nenhuma droga que absorvesse faria fugir dela mesma.
A droga era ela.
Não ,não puxe papo comigo, se as palavras não vão alem do seu umbigo.
Faça uma cova aí do lado e as enterre
As mãos doem, mas teria que continuar cavando
Queria mesmo era encontrar um mar
Deitar e descansar
Mas o barulho do relógio a lembrava todo o tempo que a palavra era continuar...
A água do seu corpo estava a secar
Sentia uma moleza invadindo
A luz do sol estava ficando escura
Os olhos pesados já não conseguiam ver luz em parte alguma.
E então, acordou...sentindo o corpo suado, abre os olhos e o sente atrás dela, encaixado, com suas mãos em volta de seu corpo.
Da sua alma.
Sente um sorriso singelo na face, não se move, fecha os olhos e descansa em paz.

A certeza agora tinha nome, cor, sabor, e um pijama engraçado...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Na penumbra
De uma sacristia
Fantasia minha?
Por tanto tempo
Não, corra sentimento.

Cinco dedos entortados
Acenam uma despedida
Partindo da terra de troca de tiros
Comportamento sub-humano
Troca de rins
Confies em mins

Em elevação
Vagão por vagão
Há um espelho interior
Vem da mais escura visão
Só eu sei
Só eu
Egocêntrica alegria
Esquizofrenia

Vagão por vagão
Ande mais um pouco
E já estará em outra dimensão
Que elevação
Que evolução?

Vozes veladas
Vozes aveludadas
Murmúrios na noite
Pensamentos
Pessoas aqui dentro correndo

Silêncio!

Há chuva de bolas de fogo
Não adianta se esconder

Estou indo;
Subir encontrar a lua
Elevação
(Pálida, nua, sua)
Eu não sou essas fotos
Eu não sou estas páginas
Eu não sou linda
Você não me conhece
Eu não sou essas roupas
Eu não preciso de palavras baratas
Eu não preciso de superficialidade
Eu não preciso de coisas pra fazer volume
Oh, ela me disse que eu era antes
Não preciso de beleza.
Não sou modesta
Não sou santa
Não sou puta
Não sou nada disso
Não sou nada.

Sou um nada tentando dar braçadas pra não morrer afogada.
Querido, por favor olhe bem em meu rosto
E tente enxergar o que os outros não conseguem ver.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O probema de tomar cerveja com comida
É a comida.
Onde começam seus pecados?
Me encontre no inferno.


Iah.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Talvez já tenha dito sobre os monstros gritantes dentro de mim
Os que gritam fora já nem surtam efeito, ficaram roucos e depois, mudos.
O porto, ora submerso, tem âncoras, sempre me falta ar
Com tanto esforço, vou arrancar meus pés de lá, ignora-los já não adianta mais.
Calcanhares ficam marcados
(Sangue colore o azul dos mares)
Confundindo os peixes e seus olhares

Não acostumada a dançar ao som de gritos
Queria seu lugar
Seu luar, iluminar
(ou na escuridão dançar)
Suas cortinas, coloridas
(ou poder dormir à meia luz, mesmo com o clarão do dia)

E sua janela
Pode ver a luz saindo por toda fresta?

Sempre pedindo por mais de ti
Do que me contas
Do que me cantas
Do que me encantas

E gritarei muda por mais de ti
Me desnuda
Me inunda
Pesticida delirante
Só você encaixa os pedaços desse ser errante
(tua amante)

Seguirei muda, gritando por mais de ti.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009


Ele tem que trabalhar
Ela tem que ganhar mais

Os papéis tem que estar em ordem, e são tantos
Ela queria morar com ele e teve que conhecer o Senhor Fiador, parente do corretor
Senhor Fiador sempre sério, andava com paletó até no sol e tinha uma pasta preta
Cheia de dinheiro, Senhor Fiador era afiado e tinha dinheiro na maleta
Um bigode esticado e um pentinho no bolso, amarelado

Ela tem que se prostituir
Ele tem que entrar na fábrica cinza e cobrir as cores

Inconstantes e errados
Tiros por todos os lados
Quando eu tiver sessenta anos poderei entender
Poderei sim, rir e gargalhar de mim
Tão sonhadora, pobre menina
A vida não é tão fácil como acha

Se não é fácil, quanto custa sorrir?
Senhor Fiador nunca sorri.
Pobre Senhor Fiador, cheio de dinheiro na maleta
Toda noite, toda noite, sonha com o boi da cara preta.
.

Não é fácil lidar com esse furacão dentro de mim
Talvez eu precise de alguns calmantes pra atravessar o oceano.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


Dois contos de réis por cada mentira que me contar
É um pouco amargo toda vez que eu falho, mas não há necessidade de desmaiar de verdade quando não estou atuando...abro um olho quando estão de costas, quando vejo alguem se aproximando, fecho rápido e parmaneço imóvel.
É fácil ultrapassar a barreira do som, quando você o tem dentro.
Pareço um pouco pálida?
Está um pouco frio aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Enquanto eu vejo tudo ficar pequeno, me conforto e me encontro naqueles braços;
Da alma ao osso.
Nada mais importa.
Tambem acho que não deveria estar aí no meu caminho, pois sou louca, sou doente
Não pedirei desculpas pelos atos fora da lei
Posso assinar algum papel
Posso trocar por alguns outros
Quer?
Pouco o que me importa o que você pensa fodendo
Ou o que você fode pensando
Deve ser a mesma coisa
Daqui, sinto visão limitada, não dá pra ver toda estrada.
Tem alguns buracos, é mal sinalizada, sem ninguém pra informar, sem mapa nem nada.
Eu sigo a direção do que me queima, a nossa essência.
To sem espaço pra miudeza.
Me sinto estranha em ficar exposta nessa situação frenética
Onde tem atenções voltada para a esquelética
Estética mostrando personalidades patéticas
Num ensino sistemático, morte ao carismático (prazer Sr. Abortado)
Essa porra aí não é nada quando se tem tudo
Tudo não é nada quando se tem um mundo.
Você não entenderia
Olha, ela bebe muito dona mãe dela.
Então saia do meu caminho
Pois sou louca, demente, devassa e doente.
Drogada e delinquente

Bú!
Está decidido!
Comprarei todos seus bens, não, nem precisa assinar, gosto de enfiar a faca no teu estômago mesmo, o sentimento de superioridade me faz sorrir freneticamente, não que você veja, meu rosto permanece intacto e com o ar sereno de quem te ajuda, é por dentro, o que me deixa ainda mais gigante.
Mal posso olhar meus pés.
Aqui de cima a paisagem é grande demais.
São só bens poxa, eu mereço, com essa inteligência mereço tudo. Se tivesse estudado não estaria aí do outro lado da mesa, me implorando, e vai saber, ele deve merecer, antigamente podia me aliviar assim, quando ainda haviam zunidos na minha mente.
Magnitude, essa é a palavra, trabalhe quantos anos seu corpo aguentaria, deveria se matar já, posso te ajudar se quiser, você já está meio morto mesmo, só mais um José.
Preciso passar um pano nas botas até domigo, vou a igreja, agradecer tanta benevolência.
-Agradecemos a preferência.

terça-feira, 11 de agosto de 2009


A estrada nunca esteve tão longa
As horas contadas do dia se vão junto com os faróis que passam
Os números só são pra comprar felicidade
Não os quero mais.
Ela para no quilômetro mais escuro da estrada
Apaga a droga dos faróis
E deita em algum lugar em seus pensamentos
Só para observar a vastidão de todas aquelas luzes enfeitando a escuridão.

Não quer pensar em mais nada por hoje.
Podia-se ouvir em sussuros
"Por favor, absorvam-me.
Por favor."

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


Quanto custa ser voce mesmo?
Pode pagar a prazo, ou me manda um boleto?
Posso vomitar números e mais números dentro da sua bolsa.
(você pode ficar com os diamantes, eu tenho o brilho dos olhos dele)

Eu ficaria feliz
Me libertaria entao, enfim
Posso colocar uma música, bem alto
E colher todas as flores mortas do asfalto
Espalha-las em meu quintal
(tantas coisas enterradas, tornam esse solo tao fértil)
E ficar ali sentada observando enquanto germinam
enquanto a vida se torna verde
(Flores de todas as cores)
Posso enfeitar meu cabelo
Posso estancar o sangue
Posso cobrir nossa cama

Serei liberta desse corpo
Minhas cores enfim, poderão refletir a manhã
Os sabores

Tuas cores.

domingo, 9 de agosto de 2009


Talvez eu não tenha nada pra dizer
Talvez o nada seja tudo que tenho.

Quem sabe um dia eu me encontre
Bata um longo papo comigo
Qualquer dia, pode ser domingo
Eu vou estar com cara fechada mesmo
Um temporal, vou sorrir pra minha própria existência
Vou me dar um beijo, um abraço, sentir meu cheiro
Não fique com essa cara de bravona
Amanhã é segunda, mas coloque seus sapatos verdes de fé
Aqueles que te levam até pra onde não quer
E descobre um novo caminho, sabe, aqueles?
Pega da caixa, descubra suas asas

Um dia quem sabe eu me encontre
Cante uma canção comigo

Vou estar sorrindo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Entrei no banho e me esfreguei com esponja de aço até sangrar.
Queria me limpar....
Não consegui.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pensamentos sem base nem fundamentos.

Oi tristeza, tudo bem?
Não?
Senta aqui, conversa comigo, me explica algumas coisas. Eu sei que já se vai.
Oi ilusão, me diz se eu te vejo ou não, junte-se, conversa comigo, me explica algumas coisas.
Me explica todo esse teatro da humanidade que fui enfiada como coadjuvante, não explica não, não quero saber mesmo, ainda bem que veio.
Oi medo, porque não some? Sai daqui, é não me convem, não suporto, não suporto você, não, não, eu sinto, eu sou corajosa, eu ...
Eu choro
Sou uma banana filha da puta.
Quando alguem vem e rouba meu pote da verdade, pra que eu o queria mesmo?
E ainda derrubaram meu pote azul, quebrou tudo, espalhou todo, e eu o guardava desde criança, era meu bisavô que tinha me dado, deixou um bilhete ao meu avô, que guardou a vida inteira com tanto carinho, passou tantos sufocos pra que chegasse intacto nas mãos do meu pai, que tinha um bilhete de amor do meu avô, que o inspirou a guardar a vida toda, e no momento certo me trouxe, tem um bilhete que guarda a riqueza de todos os outros bilhetes que eu ainda não li, mas um dia, quando o prazer alinhado com o amor me derem, algo que a dor se transforma em luz, posso fazer um bilhete como este.
Ou melhor que esse.
Mas o guardo, da forma mais bonita.
Mas agora, ele está quebrado, vou ter que colar, e talvez não seque com tanta água que estou produzindo limpando meus livros de história, por ser uma irresponsável, não cuidar direito do meu pote azul e deixar os livros cairem nele.

Oi ignorância, não se envergonhe, fique, me escondo em você, eu gosto de voce, assim como uma caipira de algum sítio abençoado pode ser mais feliz que um físico amigo do químico.
Então, você gosta de ficar por aqui tomando o lugar da informação, que saco, estudos garota, ESTUDOS sua burra, feitos por quem?
Ah, pelo homem.
E o que o homem sabe?
Porra alguma.
Pode ficar querida, não se sinta mal, ignorancia é mais uma palavra inventada pelo ignorante do homem.
Você não é a única, eu sou assim tambem, tenho um coração idiota.
Até o homem mais inteligente do mundo é um idiota
Porque é limitado
Tem a cabeça do tamanho de uma jaca
Com algumas minhocas cinzas, qual não usa nem 6%
E acha que é pensante o suficiente pra saber de todo o universo
Sua vastidão e mistérios
Acha que é bom pra entender o que não entende, se não entende!

O que é o fogo?
-Senhorita leiga levantou a mão!
Bom, o fogo é lindo, pra começar tem uma luz que hipnotiza, e tem vários tons, engraçado que o vermelho junta-se com o azul e as vezes tem tambem o amarelo, um dia sentei-me diante de uma fogueira e pude passar horas olhando e imaginando como nunca havia parado diante de uma e notado tanta beleza, ele nos esquenta, nos aquece, nos fornece alimento, dá a vida, o sustento, se alimenta e nem tem boca, um certo ar de mistério, cara de sério, de quem não veio pra brincar, dá a vida, mas pode te queimar.


Senhor inteligência, faça o favor, explique a esse bando de calhordas cegos, o que é o fogo
-Desde o começo, da molécula de hidrogênio? Ou posso falar só do fogo?

Só do fogo por favor, não temos tempo, o universo está em caos desenfreado.
-ok

Chamamos de fogo o resultado de um processo muito termoquímico exotérmico de oxidação. Geralmente, um composto químico orgânico, os gases de hidrocarbonetos e outros, susceptíveis a oxidação, em contato com uma substância reduçãooxidante (oxigênio da atmosfera , por exemplo) necessitam de uma energia de ativação, também conhecida como temperatura de ignição. Esta energia para inflamar o combustível pode ser fornecida através de uma faisca ou de uma chama. Iniciada a reação de oxidação, também denominada de combustão ou queima, o calor desprendido pela reação mantém o processo em marcha.


A ignorancia e o medo então por saberem pouco, antes de morrerem

Foram condenadas a assassinar.





As vezes eu acho que vou explodir
Bum!
Devo ter uma bomba relógio no peito...
Me assusto sempre com as mudanças
Quando me dou por mim
Quem era mesmo que morava no espelho?
(e me sorria meio de ladinho, assim!)
Sou bela e sou lixo
Beijo a flor mas vomito sangue
Fica tão bonito
(manchas vermelhas por entre o branco embutido)
Como larvas, mas cuspo estrelas
(faço caretas, depois sorrio ao vê-las)
Choro pelos sonhos perdidos
Por sorrisos não dados
Pelo grilo mudo
Pelo grito do surdo

Vou dançar, já volto.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Quando foi mesmo que perdi a doçura?
Será que ela se foi junto com meus cabelos?
Talvez seja inútil ter certeza, na dúvida pode haver pureza?
Pureza ainda me basta?
Não me escondo mais de mim, sou a falta de um querubim.
Sou eu que danço descalça na sala sobre cacos de vidro
Eu que digo loucuras de madrugada no seu ouvido
Eu que encaixo minha alma nua na sua
Liberta de qualquer armadura
Ou seriam aquelas estrelas marotas sorrindo;
Vendo o jardim que elas plantaram florindo?
Não quero saber demais.
E não é falta de coragem na minha bagagem
Ainda prefiro tatear
(e me afogar)
Do que a física me explicando a profundidade do mar
Ainda prefiro o amor da nossa casa
Com o ventilador no teto que vamos colar
(misturando o seu, junto ao meu ar)
Do que toda matéria que um dia alguem poderia nessa vida juntar.
Eu matei um homem!
Matei sim, o sufoquei, implorou por ar, mas eu sorri e continuei, logo após a alma dele saiu, o tom de pele já não tinham rubros de carmim, aí a alma dele entrou em mim.
Tinha conhecimento, linear sabedoria, familia, ia trabalhar todo dia, mas não era o suficiente.
Não tinha dinheiro e ainda sim, sorria o dia inteiro, comia o pão que o diabo amassou e ainda agradecia ao Senhor, se o trabalho foi todo do diabo...coitado. Não aguento falta de reconhecimento. O matei mesmo.

Quase matei uma criança tambem, aquela voz de gente que não sabe ser gente me irritava, fazia perguntas demais.
Achava que podia pintar as paredes, achava que poderia ser o super-homem, achava que poderia escrever super homem com hífen.
Um questionamento sem fim, porque é assim? Porque não pra mim? Porque tenho que obedecer tio? Porque não posso ter, tio?
Um saco, e ainda nem sou irmão da mãe dele, tio de cú é rola.
Então pra economizar, iria matar já daquele tamanho mesmo, gritei no seu ouvido primeiro até ficar surdo, arranquei seus olhos para me certificar que realmete não enxergaria, aí já não precisava mais mata-lo, a bondade do homem que assassinei outrora, por algum segundo aflora.
Mas, não enxergaria mesmo e não ouviria, pra mim já estava bom.
E a sua luz, roubei metade pra mim.

Estuprei a Joana, ah, aquela cara de sacana não me engana! Nem a conheço direito, mas não tem problema, meus julgamentos sempre são certeiros. Anda com aquela turma lá, todos dizem que sim, é uma vadia, então deve me dar. Queria era matar, viver pra que? Gostava muito de meio ambiente, que não combina com o petróleo, ia se meter numa daquelas escunas de tontos que se matam por baleias e acham que estão salvando o mundo, iii, muito trabalho.Mas não matei, estava com algo de bom na veia e esperança no estômago, então, só uns traumas já a fariam acordar, quando me sentiu gozar, chorou, a ramificação central do seu cérebro atrofiou, e o excesso da evolução veio para o meu. Só teria uma boa bunda de serventia, poderia até virar uma celebridade se quisesse. Nem que trabalhasse 100 anos como bióloga conseguiria o dinheiro que a bunda a proporcionaria. Uuuh, eu sou muito bom com as pessoas as vezes.
Dona Bunda poderia ser o novo nome de Joana.

Meu cérebro já estava pesado, meus sentidos aflorados, uma confusão de bom e mau, de certo e errado que me fazia chorar e rir.
Mas eu seguia a linha, minha realidade moldada assumida como perfeita, divina e dotada de poderes superiores, precisava de respeito, medo e reverência. Não iria admitir alguem que abafasse minha voz.
Assim eu criei mortos-vivos, surdos-mudos e futilidade mundana.

Sou um gênio, eu sei.

Passar bem.