segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Um pedaço do caso, do parto, do retrato
O namorar da lua e a miragem da rua
Sapatilha nua
Sou um milhão, sou ninguém, sou parte, sou arte
Sou o chorar da dor, em cada esquina, o dissabor
Sou o vibrar do amor, sou um coveiro, sou um cantor.
Carrego no peito tanta coisa, não sei como agüento o peso
As vezes me soa leve, as vezes quero que meu peito me carregue

Sou maestro, sou o medo
Sou teu espelho, sou o desejo.

Não paro de queimar, não paro de arder
Sou a sexta-feira, sou a segunda de manhã
Sou o que os olhos vêem, quando abrem, toda primeira vez
Sou o que a alma sente, moro na tua mente, sou o teu beijo mais doce e teu beijo mais quente.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009



Me perdoe por ser assim
Imatura e profana;
A viver a me esconder em mim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



-No café da manhã, abro o jornal editado em meu quintal
As palavras em desordem soltam do papel;
E se movem ao som da música (soltos pelo céu)
Me confundo se são lindos passarinhos
Ou se são meus escritos, ousados andarilhos-

Minhas palavras, meu latim, meu motim, são exatamente como gostaria que me descrevessem
Tudo, tudo faz parte do treinamento
-exceção à regra-
Pode ler em meu pensamento.