terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


Saio e bato a porta.
(num mar de saudade imediata)
Não sei descrever a sensação.
E nem quero.

Cazuza me consolando na estrada
me diz que o tempo não para.

Não pára não.
As veias serão desobstruidas.
(Somente felicidade prevejo)

Bebo um gole de erva doce
Minha mae diz que faz bem
Sinto ele percorrer todo o estomago.
Me aquece.
Não sei se é o chá, ou o afeto dela.

O silencio apaga as palavras
não saberia dize-las mesmo

Amanhã
sim
é outro dia.
E estamparei flores na parede
da alma.

O chá me dará forças pra isso.
(Cazuza tambem)

imagem: David Wojnarowicz