quinta-feira, 19 de março de 2009

Senhor, livrai-me da norma culta
Adulta
A forma que não insulta
Me libere das métricas perfeitas
E do vocábulo letrado
Do medo do errado
Ao poema livre
quero entregar-me
Cultuar o palavrão
Escrever como aqueles que compõem sangrando
A língua do caes
-do caos-
Nada de corrigidos e revisados
Que seja em mim outorgado
Nada de versos planos
Retos concretos
Quero a beleza do sentir
E da rima barata
Dos carteados de mesas de bar
E achar que a coisa mais importante naquela hora é o bilhar
Me perder olhando pro céu
E achar beleza
da cor que esteja!
Ver Tua presença em coisas diárias
Te sentir com o vento
Tu, conhece minha alma
Meu interior
Permita que eu leve paz
DENTRO DE MIM
Cuida de mim
Sou pequena
Mas quero ter o coração como o teu
GRANDE!