quarta-feira, 15 de abril de 2009


(Sai pra lá, ta me lambuzando com esse mel barato da porra)

Extra:
-Mosquitos das palavras ocas martelam, estão quebrando os crânios, já já o cérebro sai, esfacelando-se no chão.

Todas as pessoas infectadas
é uma epidemia
protozoários no ar
parasitas a rastejar
imploram por atenção
querem mostrar
Por favor, parem para olhar
sim, tenho marcas, tenho!
Olhe meu carro, olhe
pode me amar?
no assoalho tem ratos pretos e pulgas
mas é só pisar, tenta não notar, com o tempo
você se acostuma tambem.
Os vírus saem das palavras
(e sujeira do teclado)
Ohhh minha dispepsia sangra!
Tudo isso é nojento, me desculpe senhor,
mas vou ter que vomitar na sua cara.
Não tente me roubar.

Pandemias!
Efusividade química!
Vibrião colérico !

Sinto muito, antídotos não são vendidos.
Não há troca, não aceita-se papeizinhos verdes.
Morra.


Se eu te pego
Te enrosco
Te amarro
No ato
Te amo
te deito
Te mato
(how!)
Te duvido
te uso,
Lambuzo
Te amo
me assanho
te solto
(sem saber o porquê)
Te falo
Te conto
me contate
protejo-te
guio-te
instruo-te
mudo
eu mudo
te fumo
te bebo
te cheiro
te gosto
te mostro
doutrino
te arrependo
te volto no tempo
te desculpo
me perdoo
te dou-me
dou-te as estrelas
sufuco-te
implora o ar
(pede pra eu não parar)


Isso, se eu te pego.