quarta-feira, 22 de abril de 2009




Esses pensamentos confundidos em atos e palavras e questionamentos;
Lágrimas, suspiros, doces e venenos.
Essa vida na linha entre o furacão e a calmaria
passagem sem volta e bruxaria
(Quando a lua está redonda e cheia)

o tic e o tac

Fazendo a história
Nesse livro de memórias
sem horas
essa vontade de agarrar o mundo
de misturar por entre o céu e o inferno
essa mistura de nitro e sorrisos
fusão e confusão
literatura e ação
(Quando vai chover e você sente o ar mais frio)

a cada tic um tac

Pintar, quero pintar o mundo
jogar tinta colorida sobre o preto
azul amarelo e vermelho
pinceladas grotescas
jogar a tinta do balde na sua cabeça
(Come enquanto tem fome)

Corra!
O trem está passando!
Peço, rezo, velocidade e voracidade num copo com pimenta.
Ele é rei, mas não se perca;
Nem se prenda.
Ele não vai perguntar se você quer ir,
você ja está nele.
Olhe a paisagem!
Não, nononononão, não é uma miragem,
é lindo mesmo, pq aqui eu faço a minha.
E você não faz parte do cenário;
Urubus cutucando a carne podre, aqui não tem, meu bem.

Tome o lugar do maquinista e invada a pista.
(Quando você tira os sapatos e pisa na grama)

tic, tac
tac, tic
tictactactictictac
CLAAAK!

Foi só uma certeira martelada.
Já volto, o trem agora acha que é avião
e pode voar entre os que acham que não.