quinta-feira, 28 de maio de 2009

A chuva cai aqui
eu não quero falar nada bonito
e nem feio
não quero nada.
Talvez quisesse
Talvez eu devesse não querer
Talvez eu consiga.

Vou dormir.

Me chame de mestre da insanidade,
Chame de puta, banal e obscena
Me chame de monstruosa sem princípios morais
Pedindo perdão pra Deus, pois eu não sei o que faço.
Viu, heeey, psiuo
Não precisa pedir perdão por mim, eu sei o que eu faço, faço lúcida, pra depois ficar bêbada
Peça perdão por você, por apontar o dedo pros outros, por ajoelhar na igreja todo domingo e achar que fez sua parte.
Oh, seu marido molesta sua sobrinha, você deixa ele bater em você, olha que legal, vamos fofocar da vizinha, falar mal de vida alheia, pode escrever um livro literário sobre isso madame.
Frustraçao, ou não, viva do seu modo, faça o que você quiser.
Esconda sua vida atras da mesa, pra se mostrar feliz.
Pra quem?
PROS OUTROS
Pra quem mesmo?
Pros outros.
E pra vc?
Não da tempo de pensar sobre isso, estou apontando.
Mas enquanto isso
Me chame de mestre da insanidade
Chame de puta, banal e obscena
Me chame de monstruosa sem princípios morais
Vindo da onde vem, eu gosto.
E até gozo.