segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ele divide o travesseiro com ela
(o companheiro de sonhos dele)

Ele sussura bem baixinho o quanto gosta
(a voz bate no peito dela)

Confissões, sonhos, risos do estômago, desvarios na cama, uma confusão de sentimentos
E ela pensa...
Se pudesse escolher um lugar pra estar naquela hora;
Escolheria aquele.
(Com aqueles pés nos dela)

Menina confusão

É, não chegue perto
ela é confusão
acha que pode ter tudo na palma da mão
se divide entre os destroços e o céu
Inferno é só um pedaço de papel
Ela ri do diabo
e conta pra ele seus casos.
Depois pisa no seu pé e sai correndo.
Acha que pode guardar o mundo em fotografias
E anda com elas no bolso, pra não esquecer.
Ah a menina confusão esquece tudo sim
Perde tudo
Atrasa tudo
Derruba tudo
Falar nissso, derrubou leite hoje no café da manhã
Estendeu da mesa ao chão, achou tão bonito
Que não entendeu o desespero dos outros
foi bom, assim pararam de falar logo cedo.
Acha tambem que o mundo tem trilha sonora
Música pra toda hora
Notas e timbres distorcidos
sambas, rocks e vozes são seus amigos
Ela tambem tem um bem
Um tanto bem
Esse que a faz tremer quando vem
Ela que achava que era imune
Na verdade, ela era
Ora, mas esse era muito ousado
Pediu para amarrar-lhe o sapato, era um simples ato
Mas ao subir, olhou diferente, o estomago dela ficou quente
E ela já não sabia se esquivar, tudo culpa daquele olhar
Ele ainda sorri de canto e naquele corpo, um certo encanto
É, ela era confusão, não poderia querer algo diferente
Ele era tambem, mas isso é uma outra vertente.
Poderia pensar sobre isso depois?
Poderia não pensar?
Sim, poderia, dona menina.
Esquece que não sabe rodar, ela acha que sabe.
A seu modo, gira, antes que mais um dia acabe.
Joga cacos de vidro no ar
Fica tão bonito
Mas quando cai, pode machucar
É, não chegue perto
Eu te aviso com um megafone
Publico no jornal
Coloco uma faixa no seu quintal
Ela é confusão, meu irmão.