terça-feira, 9 de junho de 2009

É mais ou menos como quando o cigarro acaba
Não tem água e você de ressaca
Está frio e não tem cobertor
Seu lápis sem ponta e cadê o apontador
(escondem-se junto com os sapatos?)
E o relógio parado
Ele disse que o pararia pra mim, esqueceu de arruma-lo, eu acho.

Me embriago de você
até você secar
ficar sem ar
até nada restar
isso para você ter que vir buscar em mim algo que vai te sustentar.
(Guarda naquela travesseiro meus sorrisos, meus desejos e meus gritos)
Não entendo como faz isso.
Na verdade eu sei
E gosto
te olho
te sorrio
E sinto sua falta;

Oi

Meu nome é Nátalin Peres Guvêa, gosto mais do Guvêa, mas o Peres diz mais sobre mim.
Tenho os olhos pequenininhos, mas que enxergam bem, tenho menos pintinhas que gostaria e tenho dois pés feios.
Tinha cabelos compridos e cortei, as vezes sinto falta deles, as vezes sinto que era hora de irem embora.
Gosto de ventilador, de dormir e de sentir. Gosto de chá tambem, e do céu quando entardece, se bem que eu amo tambem quando amanhece. E as estrelas...ah...as estrelas!
Amo fotografias e cantar me alivia.
Prestes a fazer vinte a quatro anos, moro aqui, mas moro as vezes em outros lugares (solares)
Sabe, fui eu quem escrevi tudo isso aí embaixo, de um tempo pra cá não paro de escrever, só vendo pra crer, abasteço a panela de idéias sem cansar.

TECTECTECs sem parar.
Então, ja não me reconheço em muita coisa aí embaixo, quem foi mesmo que escreveu?
Sei la, mas quem quer que seja, contribuiu pra tudo isso aqui que está acontecendo, eu sinto raiva delas, brigo com elas, elas tem tantos defeitos que me dói o corpo inteiro, mas a verdade mesmo, é que sou apaixonada por elas.
Um turbilhão de idéias, tem idéia como é administrar tudo isso?
Por isso que larguei administração e fui pro bar.
Háa, lá tem mais ar.
Não ligo sobre expor minha euforia ou minha dor, não escondo de mim a gostosura e a gastura de ser isso quem eu sou (ohhhhhhhh céus!)
Sempre me refaço e danço tanto, coloro todo meu canto, choro, grito e oro, rogo, me desdobro.
Mas enfim, as vezes escondo sentimentos dentro de mim, acho que é receio, medo do medo...As vezes acho que sou forte, mas as vezes tenho certeza que sou uma fracote.
Se faz bem esconde-los não sei.....tambem não sei se é fácil mudar, mas me dá dor de estômago as vezes.
Sinto que abro uma janelinha dessa vida toda vez que escrevo aqui, e deixo que alguem veja o que passa dentro da panela.
As vezes borbulhando, fervendo, as vezes em banho maria, tá, quase nunca em banho maria.
Sei tanto de mim e as vezes descubro que não sei nada.
Aí, penso que essa seja a graça.
Graça, nunca se vá, rodeie meu jardim, eu tento espantar os ratos, eu prometo.

Vinte e quatro anos, quase vinte e cinco, um passo pros trinta e um piscar pros cinquenta.
Cheguem mais números!
Que bom que vieram, espero com a porta aberta, uma cerveja pra brindarmos e umas tantas conversas pra jogarmos.

Sem mais;
Ou muito mais;
Agradeço todas as visitas, aos amigos do peito, aprendo tanto com vocês!
Me despeço e mando um beijo aí.
No coração.Com o coração.

Nátalin Peres Guvêa

A gente tem o mesmo nariz
O mesmo sangue
Os mesmos gostos
Os mesmos sonhos

Ele escreve sons na parede
Bebe toda tempestade minha gente
É uma pimenta entre as ferragens
E se confunde todo com as miragens.
Jogando poesia entre os cães
Vamos levando, todas as manhãs.
.
A gente assistia aquele filme do John Travolta sem parar
Ele era o Jaspion e eu era a Sherra
A gente é até hoje.
(Ele refletiu as cores da minha alma)

Palavras pequenas
Minha parte
Eu te amo
Eu te admiro
Eu te respiro Rodrigo Fernando Guvêa.

Um moço abraça sua esposa e por suas costas olha maliciosamente pra outra que passa
Uma senhora dá dinheiro na igreja, mas nega comida a um mendigo que pasta
Um traficante mata, tortura, mas enche de abraços seu filho em casa

O mundo é relativo, o mundo é individualista, o mundo é podre.
(Preferia quando escrevia coisas somente sobre mim)

-Esconde!
Diz a tia a sua flor na rede a noite
(Ela gosta de brincar de esconder)
E embaixo da manta azul, a moça termina a frase
-Esconde, esse mundo é perigoso.
A menina olha fixamente ela, como se entendesse tudo...e sorri.
Ela queria que aquela flor ficasse ali dentro mesmo, de verdade.

Ou ficasse ali na rede, só paquerando a lua, como a tia ensina e ela repete.
Minha flor, minha linda flor.