quarta-feira, 10 de junho de 2009


A menina azul tinha alguns anos e acreditava no mundo
A menina azul ouvia todos os dias sobre demônios e domingos com joelhos
Os habitantes vermelhos gritavam isso sem parar
O MUNDO VAI, VAI ACABAR
Eles carregavam pesticidas no bolso
Acho que gostavam do gosto
Mesmo engolindo e destruindo até o caroço

A menina azul tinha sonhos
A menina azul tinha balas coloridas
Mas não conseguia oferece-las, eles gritavam muito alto
É O PREÇO, VAMOS PAGAR, CHICOTEIA-SE, VÃO NOS PAGAR
Eles estavam ocupados, gritando cada vez mais alto
A menina azul tinha pena dos vermelhos
E eles tinham pena do azul dela
(A galinha já estava sem nenhuma delas)

A menina azul não queria que suas pernas ficassem vermelhas
o chão já estava infestado
Estava manchando seus sapatos
Sem contar aquela gritaria
Os ouvidos destruía!

Achou o controle, apertou o botão e desligou a televisão.

O som do silêncio era encantador.
en-canta-dor(a)mente leve.
A menina azul que acreditava no mundo
Era insana.
(Falavam que ela morava dentro de uma banana)
Sem razão e sem sentido
(sentido)
Apenas ditorção, não pergunte a mim, pergunte a esse ser pulsante embaixo da minha blusa por entre alguns músculos e ossos
(as vezes não escuta alguns comandos)
Ele anda vagando por entre os pensamentos cinzas coloridos e fumaças doces.

15:oo
Bom dia, meu tanto bem.