segunda-feira, 15 de junho de 2009

foto:www.flickr.com/natalin_guvea


Até mais ver,
Se eu ver duas de vc, te dou dois ois
Não repare
A cachaça costuma gostar do par
O meu bem gosta de ímpar
Então, dou três beijos nele
E ele me leva pra lua.

Se você reclamar de mim
Digo que não precisa gostar
O meu bem gosta
Então, dou três abraços apertados em volta do corpo dele
E me leva pro inferno e eu, encontro o céu.

Se tudo ficar atrasado
E eu perder o horário
Meu amor pára o relógio pra mim
Posso voltar a dormir com ele
E então, deito em seu peito, e ele me leva pro melhor lugar do mundo.

Se um quilômetro é mil metros
e por mil metros eu não conseguir fazer medida
Ele vem perto de mim
E então, dou cinco cheiros como se ele viesse até meu pulmão
E ele me leva até um campo de jasmins, com pontinhos brilhantes costurados a mão.
E então, eu peço pra que não tenha fim

Mas o domingo não gosta;
Não gosta e não gosta de mim.

É, romantismo barato da porra no meus sentidos e na minha mente
Alguem emprestou doar ao meu corpo dormente
O bem e o amor dentro de mim?
Sem céu, sem limite, ao infinito.

Um brinde.
Insana idade, meu amor, minha vaidade.

A gente se dá bem
Nós cortamos os pulsos sozinhas
Nós bebemos o sangue em tacinhas
Esquece;
Acha uma cura pra minha alma?
É, eu vou me matar
Vou ser a notícia principal
Estampada com minha cara no seu jornal
Corto os cabelos
rego minha cana
Desencana;
Sou mais por mim do que você
Na estante da sua sala, com saia balonê
Ou não beibê.
Vai saber o que lá do canto você vê.
Bebo todo o mundo
rir ou o inverso
é tanta euforia até flutuo
me perco pelo universo
Caminhando, rindo pra vida
Apagando coisas ruins do caminho
Ou as tomando em golinhos
Desenhando flores até no peito de um cadáver daninho
Com pincel, tinta e um pouco de mel.
O dia não é meu
O mundo é meu
Ele me deu
Sério, não estou brincando
Sua opinião pra mim, é como um sapo morto no lodo boiando.
Sim
Vim de Marte, enrolada num lençol florido
(Preferia que tivesse me despido)
Vivendo encantadores dias, a viagem foi longa, dormi bastante então não foi cansativa, em Marte pude aprender algumas coisas que, hoje, as pessoas não entendem muito, mas se fosse em Marte, ahh, estaria em paz.
Mas não estou.
Paz me cheira lavanda
Algo parecido com esperança
Talvez minha sina seja viver tormentas, com dúvidas grotescas
Estou com calor, mas está frio demais pra tirar a blusa
Equilibrio, ouvi falar sobre isso, mas nunca peguei pra ler o livro, alguma enciclopédia ou alguem pra me contar que gosto tem.
Lá em Marte não usamos este tempero, deve ser algo típico brasileiro.
Que saudade daquele planeta
Tão vermelho e sem pudor, paredes pintadas e algo que cheira amor
E os defeitos são coloridos, é algo verdadeiramente bonito.
Em uma semana, talvez eu volte pra Marte
E retome as minhas vitaminas
Uma junção de epidermes, paladares e melaninas
Agora, vou sair tomar um chá
Antes que dê a hora;
E eu infarte.
Meu coração me mate ;

E eu não consiga voltar pro meu castelo.
(em Marte)