sexta-feira, 19 de junho de 2009

As vezes eu acho que não vou conseguir escrever nunca mais
As vezes eu faço tanta tempestade que acho que vou morrer
As vezes eu quero vomitar na cara das pessoas
As vezes eu queria explodir um monte de coisas
As vezes me acho pura por poder não odia-las
As vezes me acho tão suja, que tenho vontade retalhar minhas visceras e jogar os pedaço de carne no lixo, só pra ver juntar os bichos, que eles se alimentem de tudo que eu acredito.
As vezes tenho vergonha de não ter vergonha do espelho
As vezes acho que minha cabeça é muito pequena pra entender tanta imbecilidade
As vezes eu invento palavras, as vezes eu as como.
As vezes eu duvido de Deus
No milésimo de segundo seguinte, peço perdão por isso.

Tudo não passa de uma história inventada, meus dias são peças de teatro, sou muda, ninguem me ouve
Sou a rainha da minha casa, brinco com minhas princesas, as protejo, as amo.
As vezes eu queria morrer ali na minha proteção, no meu reino
Mas preciso de mais, por elas, por mim.
Talvez nada disso tenha fim.
Estamos num labirinto, com armadilhas, lanças vão cravar no seu peito sem piedade, sem idade, onde eu acho armaduras?

Não sei fabricar.
Não sei comprar.
Não sei.



Não.
Sei.