quarta-feira, 1 de julho de 2009


Devo ser muito chata
Muito azeda
Muito velha
é, deve estar azeda a mistura dessa panela
Por que as pessoas gostam de twitter?
Preciso entender
Mas não consigo, óra essa;
Devo ser muito chata
Muito azeda
Muito velha


Bah, não devia ter levantado da cama hoje.
(imperfeito do indicativo)
Contraste dos meus dias iguais.

Amor, eu to com saudade
Acho que é isso
(Te preciso, te necessito)

Eu tinha uma idéia de escrita na minha cabeça
Um segundo depois (algumas palavras ásperas)
E tenho outra, preferia a outra
Mas não consigo escrever mais.
A outra tinha amor e poesia, essa tem raiva, ohhh virgem santa maria.
Algo que tira a paz
Como pode, como pode?
COMO PODE?
Sempre me convenço que sou tonta demais das pessoas
Obrigada mãe por amor demasiado na minha mamadeira.
Quero ter mais ódio no coração
Vulcânica, intensa, raiz de toda dor
A negra raiz do mal saltando pelos olhos.
Enquanto as pessoas rogam por paz
quero ter ódio, por que ser boa nesse mundo já não basta.
Boa rima com boba
Boba rima com tola
E tola rima com Nátalin
Vão te prender pra fora do carro e arrumar algo que te arraste
Ela tinha razão, são muitos ratos, tenho que pisar neles todo dia se não, não consigo atravessar a sala, são muitos e são feios.
Eu queria ignora-los, mas estão por toda parte!
Devo ter nascido para ser a comida da humanidade dos ratos, com toda a porra e toda miséria sentimental que mora em mim
Ja berrei isso por aqui várias vezes, eu sei.
Cansei.

Ah, quem daria importancia?
Não tem sentido, aff, ratos malditos, eu sei que já acho, em algum beco, a capacidade de auto-defesa
Eu sei, mas eles roem, e eu choro pelos tapas na cara.
Não é pra ter sentido, nem rima, nem razão
São pensamentos abortados, surtados e corridos
alívios e tormentos

Fodam-se seus nojentos.
Pega no meu pau.