sexta-feira, 10 de julho de 2009

Por 24 anos eu vivi esta vida
Em 24 horas posso deixar esta vida
Por 24 segundos posso ainda respirar
Ainda posso sentir frio e procurar pelo meu casaco cinza
(Há flores de sangue no meu casaco)

Ontem ela estava aqui. Sorrindo, daquele tamanho que era só dela.
(no seu cabelo, uma flor amarela)
Nunca vou me acostumar com a idéia de morte.
Eu quero que você se foda morte.

O dia amanheceu chovendo
em lágrimas.
Não tenho o que desejar.
Não tenho.

Boa noite Girassol.

Não tenho medo que se perca
eu o encontro
Refaço
Em terra que nada cresce, procuro por flores.
Não me contento com o morno
Eu já disse
E ele me ouviu

Estou num barco a velejar
Não nego a tempestade
Mas sou eu que faço o vento
Sente o movimento?
Já não me preocupo com as palavras, não me preocupo em agradar, quero que saia de dentro pra fora, cruze com o ar, e que se ponham a bailar
(quero mesmo é voar)
Planos refeitos, planos abortados, planos pré-moldados
Ele está presente nas minhas orações, e não importa se os tempos mudarem, se o raio do sol me queimar, se na chuva eu sair pra dançar, se eu for até o inferno o diabo cutucar, se eu esqueci de desligar a tomada, se eu passar por todos os buracos da cidade, se eu não achar o fim da estrada...
O novo pensamento vai dando sinais sutis da sua existência, da sua importância
Como se não pudesse ser de outra forma, não desse, a fome me mostra...e eu tenho tanta.
Já falei que não vou beber nunca mais?
Então, não vou.
(bom dia amor, está uma chuva linda lá fora)