segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sou mais azul
Toco meu blues
(Nos tons que são, do pote da essência laranja na terceira gaveta)

Ter te encontrado
Ter te tomado
(eu vi uma estrela cadente, não podia ter contado)

Ouvir sua voz
Suas garras seguras na minha carne

(posso pedir mesmo assim, e a segurar tão perto a ponto entrar em mim)

Seu veneno me amortece
Tua moldura
Sua poesia
Sua música
Tua cultura

(Sua calma me acalma no espaço dos sonhos, as estrelas moram lá e elas disseram que vão me atender)

Loucura, doçura, encanto
Falo sobre a sensação de mexer na cama e senti-lo ali, dormindo atrás de mim

(me encaixo e a serenidade vem me visitar)

Distante da realidade das pessoas, finalmente
Em meio as tormentas infernais dou de cara com uma certa e estranha paz

Sua luz funde na minha e já não temos mais distinção de unidade
é uma coisa só
Faz parte de mim

(Meu pedaço, meu avesso, o outro lado do inteiro)

Faz meus sonhos
Faz um mundo.

(eu te amo a cada segundo)
Dos dias de chuva interna...
Assumi a culpa de ser a falta de moderação;
Prazer.
Assumi e sorri quando transformei erros em ouro
Talvez faltem palavras por aqui quando os pensamentos roxos de liberdade me queimam
Eu não consigo explicar pra ela, mas um dia eu acho uma forma de lhe mostrar que se ela admitir que a vida humana pode ser guiada pela razão, a intensidade de viver verdadeiramente é um copinho de água perto da imensidão do mar.
Estou fora da redoma
O vento me corta
A onda me empurra com toda força
As gotas me molham
Posso não ser forte, mas sinto-me forte
Posso subir no alto da montanha e abrir os braços para o vento.
A cada dia mais me falta espaço, talvez o corpo esteja me aprisionando realmente, talvez eu ame demais minhas pernas pra voar, talvez eu voe dentro de mim.
Tinha esquecido o que é acordar com tempo e prestar atenção no dia nascendo
Esqueço de entregar filmes na locadora e sempre pago mais do que merecem
Mas não esqueço a delícia da tormenta de me ser.
Bom dia, dia.