sexta-feira, 17 de julho de 2009

Alguem pra você contar suas baboseiras
Pra beber cerveja com você de madrugada
Alguem que não ligue se seu pijama for uma camiseta velha do sublime
Goste do seu cabelo quando acorda
Te chame de chata
Goste de seus tantos defeitos
Alguem que te fale sobre honestidade
Alguem com quem faça planos
(antes, durante e depois do sono)
Alguem que te sussure loucuras
Te ofereça mel com pesticidas
Alguem que te gire em fantasia
(te faça uma melodia)
E a proteja em um mundo
E seja tudo ao todo
Sob um teto de estrelas
onde as pequenas coisas são tesouros.


Com amor;
Ao meu poeta e marido, Vinícius Paes.

Corra!
Está no script.
O tempo em meio, fazendo
Como se...
Uma flor murcha
Uma bruxa
Uma estrela apagada
Uma fruta estragada
Um relógio sem utilidade
(aquela senhora não quer me contar a idade)
Lá fora está sol
Por aqui, sinto falta de suas claves
(desculpe filho, foi o melhor que a mamãe pode comprar)

Eu sou?
Eu fui?
Eu estava?

Toque de recolher!
Vamos dormir em berço esplêndido
Escuta
Se prestar bem, mas muita atenção
Pode ouvir o som do mar, a luz que te conduz e alguma coisa com fundo
Mas as cervejas acabaram
E o cigarro tambem
E eu aqui, bêbado, sem um puto
(moça, me dá um cigarro?)

Sou o absurdo (mudo)
Você é o surdo
A dona razão é cheia de querer inverter as coisas por aqui
(preciso dar um jeito de tirar a fita isolante da boca)
Já falei sobre os gritos?
Saia de perto
Sou sim, meu nome é Maria Louca
(perco um pé do sapato e bato carros)
Cuidado.
Foto por: Euricles Macedo