quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Enquanto eu vejo tudo ficar pequeno, me conforto e me encontro naqueles braços;
Da alma ao osso.
Nada mais importa.
Tambem acho que não deveria estar aí no meu caminho, pois sou louca, sou doente
Não pedirei desculpas pelos atos fora da lei
Posso assinar algum papel
Posso trocar por alguns outros
Quer?
Pouco o que me importa o que você pensa fodendo
Ou o que você fode pensando
Deve ser a mesma coisa
Daqui, sinto visão limitada, não dá pra ver toda estrada.
Tem alguns buracos, é mal sinalizada, sem ninguém pra informar, sem mapa nem nada.
Eu sigo a direção do que me queima, a nossa essência.
To sem espaço pra miudeza.
Me sinto estranha em ficar exposta nessa situação frenética
Onde tem atenções voltada para a esquelética
Estética mostrando personalidades patéticas
Num ensino sistemático, morte ao carismático (prazer Sr. Abortado)
Essa porra aí não é nada quando se tem tudo
Tudo não é nada quando se tem um mundo.
Você não entenderia
Olha, ela bebe muito dona mãe dela.
Então saia do meu caminho
Pois sou louca, demente, devassa e doente.
Drogada e delinquente

Bú!
Está decidido!
Comprarei todos seus bens, não, nem precisa assinar, gosto de enfiar a faca no teu estômago mesmo, o sentimento de superioridade me faz sorrir freneticamente, não que você veja, meu rosto permanece intacto e com o ar sereno de quem te ajuda, é por dentro, o que me deixa ainda mais gigante.
Mal posso olhar meus pés.
Aqui de cima a paisagem é grande demais.
São só bens poxa, eu mereço, com essa inteligência mereço tudo. Se tivesse estudado não estaria aí do outro lado da mesa, me implorando, e vai saber, ele deve merecer, antigamente podia me aliviar assim, quando ainda haviam zunidos na minha mente.
Magnitude, essa é a palavra, trabalhe quantos anos seu corpo aguentaria, deveria se matar já, posso te ajudar se quiser, você já está meio morto mesmo, só mais um José.
Preciso passar um pano nas botas até domigo, vou a igreja, agradecer tanta benevolência.
-Agradecemos a preferência.