sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Na penumbra
De uma sacristia
Fantasia minha?
Por tanto tempo
Não, corra sentimento.

Cinco dedos entortados
Acenam uma despedida
Partindo da terra de troca de tiros
Comportamento sub-humano
Troca de rins
Confies em mins

Em elevação
Vagão por vagão
Há um espelho interior
Vem da mais escura visão
Só eu sei
Só eu
Egocêntrica alegria
Esquizofrenia

Vagão por vagão
Ande mais um pouco
E já estará em outra dimensão
Que elevação
Que evolução?

Vozes veladas
Vozes aveludadas
Murmúrios na noite
Pensamentos
Pessoas aqui dentro correndo

Silêncio!

Há chuva de bolas de fogo
Não adianta se esconder

Estou indo;
Subir encontrar a lua
Elevação
(Pálida, nua, sua)
Eu não sou essas fotos
Eu não sou estas páginas
Eu não sou linda
Você não me conhece
Eu não sou essas roupas
Eu não preciso de palavras baratas
Eu não preciso de superficialidade
Eu não preciso de coisas pra fazer volume
Oh, ela me disse que eu era antes
Não preciso de beleza.
Não sou modesta
Não sou santa
Não sou puta
Não sou nada disso
Não sou nada.

Sou um nada tentando dar braçadas pra não morrer afogada.
Querido, por favor olhe bem em meu rosto
E tente enxergar o que os outros não conseguem ver.