segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Enquanto cavava e cavava
Procurando o porque dos porquês
Doía-lhe a cabeça
A bomba relógio num tic tac infernal
Amortecida, procurava anestesiar-se
Mas nenhuma, nenhuma droga que absorvesse faria fugir dela mesma.
A droga era ela.
Não ,não puxe papo comigo, se as palavras não vão alem do seu umbigo.
Faça uma cova aí do lado e as enterre
As mãos doem, mas teria que continuar cavando
Queria mesmo era encontrar um mar
Deitar e descansar
Mas o barulho do relógio a lembrava todo o tempo que a palavra era continuar...
A água do seu corpo estava a secar
Sentia uma moleza invadindo
A luz do sol estava ficando escura
Os olhos pesados já não conseguiam ver luz em parte alguma.
E então, acordou...sentindo o corpo suado, abre os olhos e o sente atrás dela, encaixado, com suas mãos em volta de seu corpo.
Da sua alma.
Sente um sorriso singelo na face, não se move, fecha os olhos e descansa em paz.

A certeza agora tinha nome, cor, sabor, e um pijama engraçado...