quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Decidiu que era hora de deixar o gás aberto.
Como quem não tem culpa nenhuma do mundo, foi até a cozinha, abriu o gás e saiu sem olhar ao redor, não que fosse doer ver as pessoas com os papéis, lutando pelo melhor pedaço de pão.
Comer, estocar, juntar, encher, esbanjar.
(Possuo carros, muito estacionamentos, lojas, e toda essa porra Ha, ha, ha)
Conversando com sua mente: Eu posso ver facilmente dentro de você.
E sentiu vontade de explodir
(e o que me restou além dos braços cortados?)
Já na praça que dá de frente ao prédio, acende um cigarro, decide que não pararia de fumar, aliás, corre e compra uma cerveja antes do espetáculo, seria alcólatra por toda sua vida, depois que decidiu isso, deu um sorriso de satisfação.
Agora está sentada tomando cerveja quente e esperando aquela vida pipocar.
Lembra que deveria tirar a roupa suja e jogar lá dentro para explodir com todo o resto, isso, fica nua. Coberta por sua alma, não sentia calor nem frio, a temperatura estava perfeita.
Volta para suas cervejas.
A claridade e o vermelho com amarelo fogo lhe reflete na retina, imóvel, com os olhos estalados assiste toda a parafernalha queimar, enquanto chegam os bombeiros, pega um cobertor pra cobrir seus medos e segue até a próxima estação.
Agora mudaria de nome, identidade e religião.