segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Um pedaço do caso, do parto, do retrato
O namorar da lua e a miragem da rua
Sapatilha nua
Sou um milhão, sou ninguém, sou parte, sou arte
Sou o chorar da dor, em cada esquina, o dissabor
Sou o vibrar do amor, sou um coveiro, sou um cantor.
Carrego no peito tanta coisa, não sei como agüento o peso
As vezes me soa leve, as vezes quero que meu peito me carregue

Sou maestro, sou o medo
Sou teu espelho, sou o desejo.

Não paro de queimar, não paro de arder
Sou a sexta-feira, sou a segunda de manhã
Sou o que os olhos vêem, quando abrem, toda primeira vez
Sou o que a alma sente, moro na tua mente, sou o teu beijo mais doce e teu beijo mais quente.