segunda-feira, 28 de dezembro de 2009



E o que eu posso fazer, se eu sou inteira amor
Inteira cor
Ao mel meu sabor
O que posso fazer, dissabor?

Se sou o azul do céu
Se um pedacinho dos dentes me vale por todo fel

O que posso fazer se o charme me acompanha
Ou se eu o vejo em todo lugar
Até no mais cinza do escuro vejo o ar
(da graça)
De graça.

Hoje eu acordei
Meio assim, azul bebê
Liguei o som, e as notas me sorriram, precisa ver
Depois as comi com azeite de dendê
Sorri para uma flor que passava correndo
Não sei se sou eu que a vejo, ou se ela quem me vê;
Formas, desenho
alças, enredos...
(Me és tudo tão imenso)

E o que eu posso fazer, se eu sou inteira amor
Inteira cor
O que posso fazer, dissabor?