sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A menina emmmmmmmmm: Desenhos de mulherzinha.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Meu caso de amor com a chuva é alem da tempestade que causa
é acima de tudo, a beleza com que talha a destruição
Sua intensidade é provocativa
E é tudo tão bonito, serenamente bruto, charmoso e...molhado.

Nunca gostei de permanecer-me seca por muito tempo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Quero conhecer a sua dor
Pra colorir suas olheiras
Não quero estancar seu sangue
Quero bebe-lo!
Brindar o melhor, o melhor do nosso vermelho.

Foto: Flickr

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


Meus pensamentos escorrem com a água
Na mesma intensidade e dimensão
E a vontade de não falar nada aparece como uma bolha em volta de mim
Saio e me deparo com um cão de guarda própria em meu quintal
Feroz, e nem posso ler seu instinto
Nem entender que não posso acariciá-lo, pois a mordida será automática
Não quero expulsa-lo
Mutuamente sentimos alegria nas noites estreladas e há tanta ternura
Me olha como quem precisa de um afago
Mas ainda me assusto com os latidos.

Foto: Flickr

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


E o que eu queria nesse exato momento é uma máquina registradora de sentimentos
Sabe-se lá o que registraria aqui de dentro
É tanta coisa e a coisa é tanta
Teriam flores, cores, dores, bruxas, santas
Talvez algum som, saindo em forma de margarida dos olhos na porta da despedida
Talvez, algumas tulipas em brasa
Quando me toca, quando me ama, cama, samba, calma, bamba
Essa máquina era o que eu queria
Ela poderia colocar em forma de pergaminho as escrituras da pele
Espessura ao colo perfumado
Toque ao olhar acetinado, aveludado
Onde encontro tal achado?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Me mate então.
De socióloga não tenho nada
De filósofa não tenho nem a barba
Retalhe meu rosto
E viverei assim
Com a alma acima do pescoço.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


E eu que estava me acostumando ao caos
Ando me deliciando com a plenitude
Eu que vivia a praguejar a mentira inventada
A beijar a falsidade das sensações emboladas
Andar com armaduras e armadilhas até aos botões
Ando dando de cara com a verdade de mim mesma
Me assusto, me desarmo, me monto em versos coloridos pragmáticos
Eu que vivia a me equilibrar bêbada nos saltos de pregos
Ando sóbria, doce e feliz.
Estranhamente doce
Extremamente feliz.
(Quase feiticeira, é nesse castelo que encanto os desejos arruaceiros)

Quando estou no tempo distraída, sinto o vento passar sobre mim, sopra meus cabelos, me acaricia, e em um beijo, boa noite, bom dia.
Assim se faz minha melodia.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sequestro um gênio
Faço mais que três desejos
Alem da vaidade vã
E da dor banal
Peço chuva
Peço sal
Faço um ritual
Semeio o amor
Delírio, além do bem ou mal
Trago facão
Paixão crua
Estou te esperando



Nua.
Olhando pelo olho mágico não me vejo no corredor
Aquela velha labirintite voltou
Ando tropeçando nos cacos de vidro que a moça do espelho deixou.



Conclusões.

Você carrega seu filho, ele cresce e se encarrega de cuidar da vida dele
Trabalha, trabalha, trabalha e chega uma hora que o corpo não mais aguentará e a aposentadoria te sustentará
Cuida tanto do corpo, shakes de merda, lipos, e o caralho a quatro, quando se dá por conta está mais enrugada que um maracujá velho de gaveta.
Por isso te digo
Pinte umas cores nas paredes, leia uns bons livros e arrume um bom companheiro de copo;
Você terá calmaria, sossego e brindes o ano inteiro!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

E de palhaça, não tenho nada
Até acho engraçado, posso perder o rebolado
E a platéia delirar de rir
(rubra, rubra)

Mas se quer saber
Pra tanto bambolê
Existe um que caiba em ti
(tititi)

Aí quero ver
Se tem o tal do xaxado
Se vai achar graça no palhaço
Que acha rima com fracasso.

Ácidos temporários
Quem colocou aqui?
Onde eu estava que não vi?
Dissolva em meu café
Antes que eu mate um
E perca minha fé.

(A menina em: A dança do cabaré)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Cozinhando a mente em banho maria, não ficará pronta nunca.
Grita que a contradição é contraditória, e que não me verá de joelhos na sacristia das mentes doentias.
Somando o conhecimento de todos os dicionários não se entende um brilho no olho, quanto mais meus dois.
Roda-roda ao som das gargalhadas frenéticas, dietéticas, esqueléticas, tão patéticas.
Apaga o barulho, emudece a luz - de quem ja está cansado da cruz!
Uma pílula e abafa seus transtornos, sem adornos.
(Mas não desfaz o que é intacto)
Me cove, mas não me prove que generosidade é moeda de troca
((Não desfaz o que é intacto))
Para que tantas tintas e pincéis valham por essas paredes manchadas
(((Não desfaz o que é intacto)))
Que os objetos roubados me mostrem um vazio libertador.
Faz por mim. Pai.
Faço por mim, Pai.