sexta-feira, 26 de março de 2010

Milhões de perguntas sem nenhuma resposta.
Milhões de respostas sem nenhuma pergunta.

E eu sinto muito.
E, eu, sinto tanto.

segunda-feira, 22 de março de 2010


Ando procurando minha fé por becos escuros
Por entre ratos fétidos,  limpos e engravatados
Por entre consecutivos jogos de dados
A verdade que me ofusca o cristalino
Me perfuram os tímpanos
(Engulo meu intestino)

Se te fazem de idiota ou não
Consegue manter o vermelho do teu coração?

Quanto pesa o peso da culpa?
A fila é ali senhor, pode pegar a senha.
Palavras dobradas, salas vazias, santos vestidos de enigmas...
Eu posso jurar, que vi o escrito: Duas pequenas esferas situadas na parte frontal de sua face são as portas de entrada para tudo que você vê.

Alguem havia me dito.
Alguem havia mentido.

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hoje chamei Bukowski pra tomar um café, eu disse: -Charles, que tempos difíceis eram aqueles: ter a vontade e a necessidade de viver, mas não a habilidade.
Ele me sorriu, pediu-me o acúçar, enquanto serenamente, preparava-me uma resposta ao amargo.

Enquanto isso lembrei-me de Merrick
Escrevi-lhe um bilhete: Oi Sr Merrick, não quero falar sobre seu grave problema, mas olha só, ja acabei falando, quero dizer que posso ir ao hospital de cegos com o senhor, e jogarmos uma partida de xadrez, mas sabe, já aviso que não sei jogar xadrez, nem sou cega, mas de qualquer forma quero lhe propor um jogo, talvez dois, enquanto conversamos, podemos conversar sobre a  mente doentia dos homens, mas tambem não sou tão fina quanto sua amiga, a tal da Vitória, mas podemos dar boas risadas.
Se der me avise o dia, menos as terças e quintas.
Até.

(Sobre Charles: Me ensinou algumas coisas sobre a ironia e as verdades cruas.
Junta os dois e segue a vida, minha filha!
Nunca teria um café doce.
E além do mais, cachaça me cairia melhor.)

Então, como de praxe, clamei por Clarice.
Agridoce Clarice.
De algodão-doce são os cabelos de Clarice, posso ver nos seus traços a força fina.
Mas o câncer a levou à forca, vou morrer de câncer tambem sabia Clarice?
Pois é, genética.Triste né? (Tomara que eu morra dormindo)
Ou quando estiver bem ferrada, posso me jogar de algum penhasco , aí finalmente saberia o que é voar.
Será que dói muito morrer espatifada?

Merrick me escreveu: Vamos nos ver quinta! (eu disse que não podia nas quintas)
Bukowski tambem vai, gosto dele, aquele sacana.
Vou convidar Clarice
Será uma agradável tarde.

terça-feira, 2 de março de 2010


Ando nua vestida somente deste velho e empoeirado sorriso
Com alguma fita verde no cabelo
E uma aliança no dedo, para me lembrar do que é verdadeiro

Você acredita que tem tesouros no oceano?
(Aquele grande e cheio sorriso, era tudo o que vestia)