quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mas faço.
As coisas em certos momentos ficam intesamente de alguma cor imprecisa, talvez esverdeada
Essa minha glória íntima que me arrasta pelos cabelos, as vezes dói, as vezes é multicolor.
Tropeço na repugnância, no desprezo, perplexa, vou vivendo, vivendo, vendo.
A raiva que me faz falta, talvez não me faça mais fraca
Em silêncio tenho pena de tudo, de tudo, colérico é o ar vermelho que me sobe ao cérebro
E como se em progresso de algum processo instântaneo, um doce ácido é liberado...um martírio de compreensão e em meus olhos nascem ternura.
As pessoas são tão ridículas
Tão ridículas
Tenho vontade de chorar, de rir.
-O que é isso? Porque está chorando?
Estou cantando.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010


Fotografar me mantem viva
Por isso ando assim;
meio morta.
Com medo dos monstros fora de mim
Me vi de cima
chorando
esperneando
caída ao chão feito uma garota mimada

Fiquei com vergonha
E saí a procura
Da mulher que me encantava.

Ao menos tenho seus braços pra me jogar
Pra fazer todo esse drama
Um mar.
Ao menos ali me protejo
E os monstros perdem sua comida favorita
Meu medo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010



E eu que estava em frente ao espelho
Pude me ver, meio cinza
Meio embrutecida
Pele dura e petra (pesticida)

Na minha veia aquela dose de naquim
Não chegou ao coração
Dissipou - Em frente ao espelho me vi correndo pra qualquer direção oposta ao sol
Realidade me faz subir uma veia no pescoço e meu olho não para de pulsar desde então
Aquele lápis enfiado na membrana timpânica me fez enxergar
O vidro desembaçar
Guardei aquela cápsula de aquarela
Tomei, num copo grande
E lembrei que as cores...são o que me tornam gigante.


(Para minha grande amiga, Elisa Alves)