sexta-feira, 22 de outubro de 2010

E tudo chorava pela vidraça.
No mínimo uma marcha fúnebre tocava em meu ouvido.

Silêncio, silêncio.

Hoje estou de luto, hoje saí de casa inteirinha de preto, tem algumas listras brancas no casaco,  hoje estou de preto, hoje sou inteira ausência de cor.
Estou bonita, elegante, indo ao velório do amor que eu matei.
Tomara que sirvam café.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Das minhas facetas, talvez, só eu entenda

Dos meus sorrisos, despencam lagartos e brilhos
As minhas flores são coladas na pele
Com raiz saindo do umbigo
E la dentro dos meus cabelos
Há tantos desejos
Sonhos guardados
Alguns achados
(E alguns disfarçados e charmosos medos)
Mas eu sempre os pego brincado
e se travestindo
com o roupão de cor vibrante da forte realeza.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Foto: clique aqui

Vejo você chegando, reclamando da bagunça, trazendo aquela fome absurda e as risadas das bobeiras da vida, questionando minha irresponsabilidade
A massa mastigada e podre da irresponsabilidade, que está revirando meu estômago.
É contraditório esse pote do meu tamanho, as vezes gozo tanto, as vezes queria me afogar num vaso sanitário

E as palavras que me confortam
Hoje, SÃO ABELHAS PICANDO MEU OUVIDO
machucando tudo que encontra por dentro
Rindo do pranto mordido

nesse momento
alem das vespas que cospem amargo

éramos outros
éramos sóis.

Minhas doçuras infernais
Sua loucura aqui, jazz
E meu âmago estampado em jornais.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sou parte do meu erro, sou inconstante até no defeito, faço, rio, depois me deleito, acordo me amando e achando que minha ressaca é o melhor que há em mim.