quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Não sei por onde você anda
Mas quando me encontrar
Tire o salto
a maquiagem;
Me mostre os cachos
Soltos
As mãos sem esmalte
Só com seu cheiro
Façamos uma fogueira
e vamos assistir as máscaras queimarem
Tomaremos cervejas.
Quando me encontrar;
Traga-me seu coração na mão
Um beijo como um tiro no peito
A poesia embaixo do cabelo
Assim que eu sinta, na nuca
O coração
Jogaremos os fardos
Jogaremos fora os dados
Lamberei seus ombros cansados
Neste momento nem se lembrará do que é ferida
Minha querida
Permita que por um instante
Eu a reconheça
Não me deixe
Não me esqueça.