segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


E o que eu queria nesse exato momento é uma máquina registradora de sentimentos
Sabe-se lá o que registraria aqui de dentro
É tanta coisa e a coisa é tanta
Teriam flores, cores, dores, bruxas, santas
Talvez algum som, saindo em forma de margarida dos olhos na porta da despedida
Talvez, algumas tulipas em brasa
Quando me toca, quando me ama, cama, samba, calma, bamba
Essa máquina era o que eu queria
Ela poderia colocar em forma de pergaminho as escrituras da pele
Espessura ao colo perfumado
Toque ao olhar acetinado, aveludado
Onde encontro tal achado?