terça-feira, 6 de abril de 2010

Sangrando, corro para aquele velho baú, donde tiro minha fantasia de mulher maravilha, faltam alguns botões e está tão desbotado...
Não me admiro, não me sufoco, apenas me assisto, jogada chorando em meu colo.
Com as pernas molhadas, ofereço um sorriso de pena, que sem algum esforço me sai.
Curva de um vento, abaixo, protejo-a com as mãos, ouço um desagradável ruído.
São as facas minha menina!
As facas que minhas mãos não conseguem rebater
Olho pra ela, e sei.
Digo: Chora! Vai doer.