terça-feira, 3 de agosto de 2010



E eu que estava em frente ao espelho
Pude me ver, meio cinza
Meio embrutecida
Pele dura e petra (pesticida)

Na minha veia aquela dose de naquim
Não chegou ao coração
Dissipou - Em frente ao espelho me vi correndo pra qualquer direção oposta ao sol
Realidade me faz subir uma veia no pescoço e meu olho não para de pulsar desde então
Aquele lápis enfiado na membrana timpânica me fez enxergar
O vidro desembaçar
Guardei aquela cápsula de aquarela
Tomei, num copo grande
E lembrei que as cores...são o que me tornam gigante.


(Para minha grande amiga, Elisa Alves)